Presidente da UPB defende São João com responsabilidade e preço justo na Bahia

Reginaldo JúniorBahiaDestaques1 semana atrás57 Pontos de vista

O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso, afirmou que há adesão total dos municípios baianos ao movimento que discute a contenção dos altos cachês cobrados por artistas nas festas juninas. A declaração foi feita durante entrevista coletiva que reuniu prefeitos presencialmente e de forma online.

Segundo Wilson, a reunião resultou na criação de uma comissão formada por prefeitos de municípios com grandes festejos juninos, como Serrinha, Santo Antônio de Jesus, Jequié, Senhor do Bonfim, Cruz das Almas e Conceição da Feira. O grupo se reúne na próxima quarta-feira (às 15h) para definir critérios, incluindo a criação de três tetos de valores, que ainda serão discutidos internamente.

“O pacto é claro: o que ficar na regra, ninguém vai sair da regra. A ideia é ajustar os valores e evitar cachês exorbitantes”, afirmou o presidente da UPB. Entre as propostas em debate está a limitação de gastos em relação ao ano anterior, com a possibilidade de não ultrapassar um percentual definido pela comissão.

Wilson Cardoso destacou ainda que o movimento ganhou alcance regional, com a participação dos nove estados do Nordeste, evitando a migração de artistas entre estados em busca de cachês mais altos. “Esse movimento se tornou do Nordeste. Todos os estados estão engajados”, disse.

Na quinta-feira, as propostas devem ser apresentadas aos órgãos fiscalizadores, como o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Tribunal dae Contas do Estado (TCE) e o Ministério Público. O presidente lembrou que, em 2023, um pacto semelhante permitiu a realização do São João mesmo em municípios em estado de emergência, respeitando as recomendações oficiais.

O presidente da UPB reforçou que a discussão leva em conta a realidade financeira de cada município, respeitando o porte e a arrecadação. “Município pequeno não pode contratar como município grande. A festa é importante, movimenta o comércio, é democrática, mas precisa ter equilíbrio para não comprometer saúde, educação e infraestrutura”, pontuou.

Além dos cachês, o debate também envolve os custos de estrutura, como palco e sonorização, que deverão ser compatíveis com o tamanho do evento e do artista contratado.

“Nosso objetivo é unir forças para fazer o melhor São João da Bahia, com responsabilidade e preço justo”, concluiu Wilson Cardoso.

As informações são do reporter Tino Alves / Radio Andaia FM

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