Otto barra articulação interna e garante PSD aliado de Jerônimo na Bahia

André DascaCapaPolítica2 meses atrás59 Pontos de vista

senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia, falou nesta quinta-feira (29) sobre as movimentações internas que colocaram em dúvida sua permanência no comando do partido no estado.

Nos bastidores da política baiana, ganhou força a possibilidade de uma reconfiguração do diretório estadual da sigla, em meio às insatisfações do senador Angelo Coronel (PSD) e de seu grupo político, diante da perspectiva de o partido ficar fora da chapa majoritária nas eleições de 2026.

Segundo informações divulgadas inicialmente pelo jornalista Victor Pinto, da BandNews FM, a recente filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD teria sido acompanhada por articulações para interferir no comando do partido na Bahia, com possível envolvimento da família Coronel. O senador busca viabilizar sua reeleição ao Congresso Nacional.

Em entrevista exclusiva ao bahia.ba, Otto revelou bastidores de negociações em nível nacional e afirmou que atuou diretamente para assegurar a permanência do PSD na base aliada do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

O dirigente confirmou que houve uma reunião em São Paulo entre o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, e Ronaldo Caiado, recém-filiado ao partido, para tratar da conjuntura política, incluindo o cenário baiano.

De acordo com Otto, Angelo Coronel e o deputado federal Diego Coronel também dialogaram com Kassab. “Eu convenci Kassab a manter o PSD na aliança aqui na Bahia. Ele me ligou e garantiu que o partido vai continuar com o nosso projeto junto ao governador Jerônimo e aos partidos aliados, sem nenhuma alteração”, afirmou ao bahia.ba.

O senador ressaltou ainda que a decisão acompanha o posicionamento da maioria das lideranças da sigla no estado.

Segundo ele, cinco dos seis deputados federais do PSD, além de sete dos nove deputados estaduais, defendem a continuidade da coligação governista, assim como a maior parte dos prefeitos do partido.

“Não é uma decisão isolada minha. Estou ouvindo as bases. A maioria quer seguir na aliança com o governo, tem relação com o governo e deseja manter essa sintonia”, concluiu.

Coronel pode deixar o partido?

Questionado sobre a possibilidade de Angelo Coronel se desfiliar do PSD, Otto disse não desejar a saída do colega e afirmou que, pessoalmente, gostaria de manter toda a família Coronel na legenda. “Da minha vontade, ele continuaria, assim como Diego Coronel e Ângelo Filho. Absolutamente”, afirmou.

O impasse gira em torno da construção da chapa governista para 2026, que nos bastidores já é tratada como “puro-sangue”, reunindo o governador Jerônimo Rodrigues, o senador Jaques Wagner e o ministro da Casa Civil, Rui Costa – todos do PT.

Otto reconheceu que a definição vem sendo conduzida por Wagner, mas reafirmou apoio ao atual governador. “Minha posição é clara: apoio ao governador Jerônimo e ao presidente Lula, porque essa é também a vontade da maioria do partido aqui na Bahia. Eu quero continuar nessa aliança”, reforçou.

Novo cenário nacional

As tensões internas no PSD baiano ocorrem em meio a mudanças no cenário nacional da sigla. Nesta quarta-feira (28), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializou sua filiação ao partido, com o objetivo declarado de disputar a Presidência da República em 2026.

A chegada de Caiado fortalece o PSD no plano nacional, mas também adiciona novos elementos às negociações regionais, especialmente em estados onde o partido integra alianças com o PT.

Apesar das movimentações, Otto Alencar garantiu ao bahia.ba que, na Bahia, a orientação está definida: o PSD seguirá ao lado do governo Jerônimo Rodrigues.

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