Morre Itajay Pedra Branca, referência do rádio feirense

Reginaldo JúniorDestaquesFeira de Santana3 meses atrás91 Pontos de vista

Morreu nesta quarta-feira (07), aos 80 anos, o radialista Itajay Azevedo Pedra Branca, um dos nomes mais tradicionais da comunicação em Feira de Santana. Com mais de cinco décadas dedicadas ao rádio, o comunicador estava internado há mais de 45 dias em uma unidade hospitalar privada, em decorrência de um quadro de saúde grave e instável.

A internação teve início no dia 20 de novembro, inicialmente para tratamento de uma pneumonia bacteriana. Com a evolução do quadro clínico, exames apontaram o desenvolvimento de fibrose pulmonar, doença que compromete severamente a função respiratória. Após cerca de 30 dias em leito comum, houve a necessidade de transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Nos últimos dias, o estado de saúde de Itajay se agravou. Durante uma tentativa de retirada do respirador, o radialista sofreu uma parada cardíaca. Diante da situação, a equipe médica optou pela sedação profunda, com o objetivo de garantir conforto ao paciente. Ele também enfrentava um processo inflamatório crônico e completou 80 anos durante o período de internação.

Além da trajetória profissional, Itajay Pedra Branca deixa um legado familiar no jornalismo. Ele é pai dos jornalistas Itajay Junior e Andrews Pedra Branca, que seguem atuando na comunicação e mantendo viva a tradição da família no meio jornalístico.

Trajetória profissional

Reconhecido pela voz marcante e pelo rigor na apuração das informações, Itajay construiu uma carreira sólida atuando como repórter, apresentador e narrador esportivo. Tornou-se referência no rádio local e nacional, sendo também responsável pela formação e inspiração de diversas gerações de comunicadores.

Entre os principais marcos de sua carreira, destaca-se a cobertura de sete Copas do Mundo, além do feito histórico de ter sido o primeiro jornalista brasileiro a noticiar o atentado contra o papa João Paulo II, em 1981. O episódio projetou seu nome no cenário do jornalismo internacional.

A morte de Itajay Azevedo Pedra Branca representa uma perda significativa para o rádio e para o jornalismo brasileiro, encerrando a trajetória de um profissional que marcou época pela credibilidade, pioneirismo e dedicação à informação.

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