Foi oficializada a federação entre União Brasil e o Progressistas (PP), uma aliança que promete sacudir o tabuleiro político, especialmente na Bahia. O novo arranjo traz um desafio direto para os políticos baianos, que agora terão que lidar com um cenário repleto de contradições internas.
Na Bahia, o PP é um partido de protagonismo dividido. De um lado, o deputado federal Mário Negromonte Júnior, que comanda o partido no estado, é aliado declarado do governador Jerônimo Rodrigues (PT). De outro, está o ex-vice-governador João Leão, também do PP, mas historicamente ligado ao grupo de ACM Neto, principal liderança do União Brasil na Bahia.
Essa nova configuração levanta uma pergunta inevitável: como conciliar, dentro de uma mesma federação, lideranças que apoiam campos políticos opostos? João Leão apoia ACM Neto. Mário Negromonte apoia Jerônimo Rodrigues. Ambos são do mesmo partido, que agora se une oficialmente ao União Brasil em nível nacional.
O mistério sobre como essa equação será resolvida está lançado, e a resposta caberá aos articuladores das duas legendas. Por ora, o cenário é de expectativa — e possíveis reviravoltas.





