
Em entrevista ao programa Bom Dia Feira, o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, respondeu a uma série de questionamentos da população e destacou os principais desafios e avanços na saúde pública do município.
Logo no início da conversa, um dado chamou atenção: mais de 45 mil procedimentos agendados não foram realizados recentemente. Segundo o secretário, são cerca de 35 mil consultas e 10 mil exames que deixaram de acontecer por ausência dos pacientes. Ele alertou que o impacto é significativo, tanto no aspecto assistencial quanto financeiro.
“Quando alguém falta, outra pessoa deixa de ser atendida e o recurso público já investido acaba sendo desperdiçado”, explicou. A orientação é que, em caso de impossibilidade, o paciente desmarque previamente para liberar a vaga.
Outro ponto abordado foi a reclamação de usuários sobre mau atendimento em unidades de saúde. Rodrigo Mattos foi enfático ao afirmar que o acolhimento humanizado é uma obrigação dos servidores. Ele reforçou a importância da ouvidoria da Secretaria de Saúde, que recebe denúncias, inclusive de forma anônima, garantindo resposta a 100% das demandas registradas.
Sobre um caso específico envolvendo a perda de uma lâmina de exame preventivo em uma unidade do bairro Feira X, o secretário garantiu que a situação será apurada. “Não é um fato esperado. Vamos investigar o processo e corrigir possíveis falhas”, afirmou, destacando que o foco da gestão é aprimorar os procedimentos e evitar novos problemas.
A organização do sistema de exames laboratoriais também foi tema da entrevista. O secretário explicou que o modelo atual, com agendamento definido, substituiu a antiga demanda espontânea, que gerava incertezas e deslocamentos desnecessários para os pacientes. Um novo credenciamento de laboratórios está em fase de elaboração e deve ampliar a oferta e padronizar os tipos de exames disponíveis.
Em relação à estrutura das unidades básicas, Rodrigo Matos reconheceu as dificuldades e afirmou que todas as 103 unidades do município necessitavam de algum tipo de intervenção no início da gestão. Em 2025, mais de 30 unidades foram reformadas, e a previsão é de mais 30 em 2026, dentro de um plano gradual de requalificação.
Um dos destaques da entrevista foi o projeto do novo hospital municipal, que será implantado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). A unidade terá cerca de 110 leitos, incluindo UTI, centro cirúrgico, leitos clínicos e de saúde mental, além de estrutura de bioimagem com tomografia e ressonância.
O secretário explicou que o hospital terá perfil regional, podendo atender pacientes de outros municípios, conforme pactuações com os governos estadual e federal. Parte dos leitos será regulada pelo município, garantindo maior agilidade no atendimento local.
Sobre o funcionamento, Rodrigo Matos esclareceu que o hospital não será de “porta aberta”, ou seja, o acesso será regulado. A proposta é atender pacientes que já passaram por unidades como UPAs e policlínicas e necessitam de internamento. “O objetivo é resolver o principal gargalo da saúde hoje, que é o acesso ao leito hospitalar”, destacou.
Ao final, o secretário reforçou que críticas e reivindicações da população são fundamentais para aprimorar a gestão. “Temos que ter humildade para corrigir rotas e melhorar o serviço prestado”, concluiu.
A entrevista completa foi ao ar no programa Bom Dia Feira, que segue abrindo espaço para debates e esclarecimentos sobre os principais temas que impactam a vida da população.





