
A federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, decidiu pela neutralidade na disputa presidencial deste ano. Por isso, não apoiará o senador e pré-candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, na disputa.
A decisão foi tomada em uma reunião entre os líderes da federação, Ciro Nogueira, do PP, e Antônio Rueda, do União Brasil, na noite de terça-feira (21), em Brasília.
Segundo interlocutores da federação, os motivos principais para a decisão passam pela falta de acenos de Flávio a Ciro Nogueira quando o presidente do PP foi apontado pela Polícia Federal como alguém que teria feito negócios ilícitos com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Ciro esperava que Flávio fizesse acenos públicos para ajudar a aliviar a pressão sobre ele, o que não aconteceu.
Outro ponto central apontado por pessoas ligadas ao alto escalão do partido é que a federação quer formar a maior bancada de deputados na Câmara Federal nas eleições deste ano. A meta é eleger 120 deputados federais.
Neste sentido, a diferença de alianças formadas pelos diretórios estaduais da federação em diversas regiões do Brasil, tanto com partidos de esquerda, quanto de direita, pesou para a decisão da neutralidade.
Nesta semana, como trouxe a CBN, a federação União-PP em São Paulo declarou apoio a Flávio Bolsonaro na convenção partidária que marcou também a oficialização das candidaturas da própria federação.
Flávio participou deste evento, agradeceu o apoio da federação em âmbito estadual e chegou a declarar que contava também com a aliança em âmbito nacional, o que não ocorreu.
Na prática, a decisão representa um revés para a estratégia de Flávio Bolsonaro de consolidar o apoio de partidos do centrão à candidatura dele.
Com a decisão da federação de não apoiar a candidatura de Flávio à Presidência, algumas parlamentares que eram cotadas pelo senador para comporem chapa como vice ficam inviabilizadas de disputarem o posto. Entre elas estão as deputadas federais Simone Marquetto e Clarissa Tércio, ambas do PP.
Com informações do CBN






