Defesa de jardineiro atropelado diz que família de adolescente enviou R$ 2 mil como ajuda emergencial: “está difícil”

André DascaGeralCapa3 meses atrás76 Pontos de vista

O atropelamento que deixou dois trabalhadores feridos dentro de um condomínio em Guarajuba, no Litoral Norte da Bahia, no dia 1º de janeiro, ganhou novos desdobramentos. A defesa de Gilson Gama dos Santos, uma das vítimas, informou que vai ingressar com uma ação de indenização de cerca de R$ 5 milhões contra a proprietária do veículo envolvido no acidente.

No dia do ocorrido, o jovem de 17 anos pegou o carro e saiu dirigindo pelo condomínio acompanhado de quatro amigos. Gilson e um colega faziam um serviço de jardinagem quando foram atingidos pela BMW e prensados contra um muro.

Informações iniciais apontam que o veículo percorreu aproximadamente 1,5 km desde a portaria, passando por 17 quebra-molas até atingir os trabalhadores.

As vítimas foram socorridas ao Hospital Geral de Camaçari (HGC). Um dos trabalhadores recebeu alta e se recupera em casa. Já Gilson permanece internado, sem previsão de alta, e com um quadro considerado delicado.

Estado de saúde

Juliana Lima dos Santos, filha de Gilson, revelou que o pai sofreu politrauma e precisou passar por uma cirurgia no baço, além de receber transfusão de sangue. O trabalhador, que ficou entubado e sedado por cerca de dois dias, fraturou duas costelas e apresenta uma possível lesão ligamentar no joelho, que pode exigir nova cirurgia. Não há previsão de alta.

“Ele conversa, mas reclama de muita dor. As costelas foram fraturadas e o joelho não está dando apoio. Os médicos acreditam que um ligamento pode ter rompido. Meu pai sempre foi ativo, respirava trabalho, nunca esteve internado. Agora, fica inquieto e às vezes chora dizendo que nunca se viu nesse estado”, relatou. 

arquivo pesosal
Imagem cedida ao BNews

De acordo com o advogado da família da vítima, os responsáveis pelo adolescente enviaram R$ 2 mil via Pix para a família como ajuda emergencial. O valor, no entanto, seria insuficiente para cobrir os gastos, uma vez que precisaram contratar uma cuidadora para auxiliar no hospital.

‘Tem dias em que eu vou, tem dias em que minha irmã vai. Ela está grávida de nove meses e nem pode ficar no hospital. A gente está se revezando, mas está difícil”, contou juliana.

Inquérito e responsabilização

A Polícia Civil já instaurou o inquérito, que deve ser concluído no prazo legal de 30 dias. Relatos de testemunhas que presenciaram o acidente apontaram que o adolescente que conduzia o veículo estava sob efeito de álcool, mas não há informações se a informação foi confirmada.

Segundo o advogado, como substâncias podem ser detectadas no sangue por até 180 dias, a defesa vai pedir judicialmente a realização de exame toxicológico.

No âmbito criminal, como o motorista tem 17 anos, os pais podem responder pelos atos do filho. Conforme informações do Boletim de Ocorrência, o adolescente infringiu os artigos 303 (lesão culposa na direção de veículo) e 309 (dirigir sem habilitação) do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Já os pais dele infringiram o artigo 310 (entregar direção a pessoa não habilitada).

Fonte: BNews

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