ACM Neto acusa tentativa de interferência eleitoral após divulgação de pedido da PF na Overclean

Reginaldo JúniorDestaquesPolítica10 horas atrás21 Pontos de vista

O candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta quinta-feira (17) que existe uma “ação orquestrada” para interferir no processo eleitoral e associar seu nome à Operação Overclean. A declaração foi feita após a divulgação de informações sobre um pedido da Polícia Federal para realizar buscas relacionadas ao candidato. A solicitação foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em vídeo publicado nas redes sociais, Neto negou envolvimento com as irregularidades investigadas e afirmou que, desde o início da operação, em dezembro de 2024, não teria sido apontada qualquer conduta ilícita praticada por ele.

“Há uma ação orquestrada para interferir no processo eleitoral, com a criação de fatos falsos e mentirosos, tentando associar o meu nome a operações suspeitas nas quais eu não tive nenhum envolvimento”, declarou.

A 10ª fase da Operação Overclean investiga suspeitas de direcionamento de contratações e possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Educação de Belo Horizonte, firmados entre 2024 e 2025. Segundo informações divulgadas sobre a investigação, pelo menos três contratos analisados ultrapassam, juntos, R$ 80 milhões. A operação cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em seis estados.

Neto também destacou que os fatos investigados nesta etapa estão relacionados a contratos em Belo Horizonte, em Minas Gerais, estado onde, segundo ele, não exerceu atividade política. O pedido de busca apresentado pela PF contra o candidato recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, mas foi negado por Nunes Marques. Com a decisão, Neto não foi alvo das buscas realizadas nesta quinta-feira.

Acusação de interferência

Durante o pronunciamento, ACM Neto relacionou a divulgação das informações ao período eleitoral e afirmou que pretende reagir judicialmente a acusações que considera falsas. O candidato também mencionou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e disse ter anunciado um processo por calúnia contra o adversário.

“Não se trata de uma mera coincidência que fatos desta natureza se intensifiquem com a aproximação das eleições e com o fortalecimento da nossa campanha”, afirmou Neto. Ele também acusou adversários políticos de tentar utilizar estruturas do Estado em benefício próprio, sem apresentar, no pronunciamento, elementos que comprovassem uma atuação coordenada nesse sentido.

O candidato afirmou ainda que pretende manter a agenda de campanha até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. “Vamos continuar caminhando por toda a Bahia, conversando com o povo baiano, levando as nossas propostas e traduzindo esse desejo cada vez mais forte de mudança”, declarou.

A Operação Overclean segue em andamento e investiga possíveis irregularidades em contratações públicas. Entre os alvos da décima fase estão o empresário Marcos Moura e Bruno Barral, ex-secretário de Educação de Belo Horizonte que também ocupou a mesma pasta durante a gestão de ACM Neto em Salvador.

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