
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) que integra a estrutura de administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar o adiamento do cronograma de implementação do fim da escala 6×1. A entidade pede que a primeira etapa da mudança, prevista para dezembro de 2026, seja transferida para outubro de 2027.
A mudança prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.
Entre os argumentos apresentados ao STF, a confederação afirma que o prazo de 60 dias para adaptação das empresas é insuficiente. Segundo a entidade, será necessário reorganizar turnos, realizar novas contratações e renegociar acordos coletivos. A CNC também aponta preocupação com o período de maior movimentação do comércio, marcado pela Black Friday e pelas festas de fim de ano.
A entidade afirma não questionar o mérito da redução da jornada, mas defende mais tempo para que as empresas possam se adequar às novas regras.
O pedido da CNC ainda aguarda análise do Supremo Tribunal Federal.






