
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro é alvo, nesta terça-feira (26), de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga aportes de recursos do estado em fundos ligados ao Banco Master.
Segundo a PF, o governo de Castro transferiu quase R$ 3 bilhões para o conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, em diferentes ocasiões.
O dinheiro partiu sobretudo do Rioprevidência, o fundo que gere os benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado, e da Cedae, a companhia que produz água para boa parte do RJ.
Agentes saíram para cumprir 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF, expedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O advogado Carlo Luchione, que faz a defesa de Cláudio Castro, informou que estava indo para a casa do ex-governador para acompanhar as buscas.
No início do mês, o deputado estadual Flávio Serafini, do PSOL, anunciou que havia obtido assinaturas necessárias para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a fim de investigar os investimentos do RJ no Master. A CPI ainda não foi instalada.
De acordo com os dados apresentados na Alerj, o Rioprevidência investiu quase R$ 1 bilhão diretamente no Banco Master. Além disso, o fundo de previdência estadual também aplicou cerca de R$ 1,6 bilhão em fundos administrados pela instituição financeira.
Parte desses investimentos, segundo os parlamentares, foi feita mesmo após alertas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), que chegou a proibir novos aportes do Rioprevidência no banco.
A Cedae também realizou investimentos no Banco Master. Os valores somam cerca de R$ 200 milhões.
Com informações do G1





