FLÁVIO DINO E OS PATETAS

Foto: Divulgação

A grande imprensa passou a centrar seus canhões na falta do que dizer contra o ministro da justiça. Uma enormidade de articulistas com amplos conhecimentos em vazios conceituais passaram a demonizá-lo por entenderem que ele tem sido uma negação no quesito segurança pública.

A essa plêiade de analfabetos jurídicos, vou citar aqui as atribuições do ministro da justiça. São elas: é responsável pela aplicação das Leis e pela preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, à luz do caput do artigo 144 da Constituição Federal, comandar as polícias federal e rodoviária federal e dentre as secretarias, está sob seu guarda-chuva a Secretária Nacional de Segurança Pública. Compete a esta secretaria a política de segurança pública do Brasil.

A constituição federal define que compete aos estados-membros o combate aos crimes através de suas polícias militares e civis. A lei estabelece muito bem os limites de atuação das polícias federais e estaduais. Somente trabalham em conjunto quando solicitado pelo governador. Por sua vez, compete ao Ministério da Justiça enviar através do orçamento público recursos através de parcerias com os estados. Pois bem, dito tudo isso, antes de fazer qualquer juízo de valor sobre a atuação do atual ministro da justiça no combate ao crime, é preciso saber que não é responsabilidade sua o combate direto contra o crime. Por exemplo, não pode a polícia federal fazer patrulha ostensiva nos estados.

Compete à polícia federal e rodoviária federal combater os crimes federais. E crimes federais são aqueles que são da competência da justiça federal.

Quando se faz críticas ao ministro da justiça deve antes olhar os dados estatísticos de sua gestão. Por exemplo: foram recuperados dos 2,29 bilhões de reais dos narcotraficantes, um valor 986% superior ao ano de 2022, foram apreendidos 3.871 armas, contra 2.031 também de 2022. Foram disponibilizados mais de 900 milhões de reais para combater a violência nos estados. É pouco? Acho que sim. Mas sei que há uma enorme má vontade contra a pessoa do ministro. Muitas delas vindas da extrema direita que não o que no STF. Se este for o desejo do presidente Lula.

Não tenho procuração parfa defender o ministro Flavio Dino, mas não sou burro a ponto de achar que sua gestão tem sido desasatrosa como alguns espircados do juízo propalam. O fato do MJ ter recebido esposa de um narcotraficante em suas dependências foi um erro brutal. Os envolvidos deveriam ser demitidos. Mas este evento não macula a sua gestão, como tenta alguns articulistas da grande imprensa.

Um outro fato que passou quase despercebido foi a viagem de um grupo de patetas, quer dizer, deputados federais aos EUA na semana passada. O grupo, a nata da extrema direita despossuída de QI, foi a América fazer proselitismo, atacar o Brasil com observações burras e indecorosas. Entre os viajantes estava o Eduardo Bolsonaro que fez um vídeo na chegada a Washington esculhambando o Brasil com aquele ar de que se acha intelectual, quando na verdade é o oposto disso.

O grupo visitou o enroladíssimo deputado George Santos, filho de brasileiros acusado de corrupção e também uma deputada republicana que é a escória da extrema direita, que tem o discurso de que o mundo está sendo governado por comunistas e pedófilos. Os patetas, quer dizer, os deputados, deram declarações que inexiste liberdade no Brasil, que somos governados por uma ditadura e por aí vai. Interessante, se tudo isso fosse verdade, com certeza eles não poderiam dizer tudo isso. Entre a patota que estava na América, participava da comitiva o deputado por Goías que declarou que a Africa tem muitas ditaduras porque os negros têm QI de macaco. Vejam a qualidade de parlamentares que temos no Congresso Nacional.

Resta saber se a trupe viaja às expensas do dinheiro público. Mas uma coisa é certa. Não fizeram nada de interessante nos EUA. Apenas tripudiar o Brasil e tirar fotos nas portas dos prédios públicos americanos. A elite política americana que realmente manda nem deram bola para esse grupo de esquisitos parlamentares.

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