Polícia Federal deflagra Operação No Service e afasta dois secretários municipais de Feira

Ação cumpre mandados judiciais decorrentes de investigação sobre supostas irregularidades na contratação de empresa de propriedade do atual secretário Municipal de Saúde para realizar consultoria em UPA por valores superfaturados.

Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (04), em Feira de Santana, a Operação No Service, com o objetivo de cumprir mandados judiciais decorrentes de investigação sobre irregularidades na contratação de empresa de propriedade do atual secretário Municipal de Saúde, Dr. Marcelo Britto, para realizar consultoria em Unidade de Pronto Atendimento do município por valores superfaturados. 

De acordo com a Polícia Federal, a investigação detectou que a Prefeitura de Feira de Santana realizou licitação no ano de 2018 para contratação de Organização Social com o intuito de efetuar a gestão compartilhada da UPA da Queimadinha, sendo efetivado o contrato em 02 de maio de 2018, com prazo de vigência de 16 de maio de 2018 a 15 de maio de 2019, pelo valor de R$ 11.909.004,00, podendo ser renovado por 5 anos. 

Em nota, a PF afirma que a entidade gestora da UPA firmou contrato de prestação de serviços médicos, em 2020, com empresa pertencente ao atual secretário pelo valor de R$ 44 mil mensais, mas que, segundo foi constatado, não houve qualquer tipo de prestação de serviços pela empresa contratada, seja de serviços médicos ou de consultoria. 

Ainda segundo a PF, a contratação da empresa teria partido de ordem do atual secretário de Governo do município, Denilton Brito, que, em parceria com os diretores da Organização Social, teriam simulado uma contratação ficta e desviado recursos públicos superiores a R$ 200 mil, em favor do atual secretário de Saúde que, após receber a quantia em sua conta bancária, teria aplicado boa parte em investimentos e outra parte repassado para pessoas físicas e jurídicas. 

Nesta quinta, estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Feira de Santana, Salvador e São Paulo, e dois mandados de afastamento de função pública, todos expedidos pela 1ª Vara Federal da Seção Judiciária de Feira de Santana. 

Os investigados irão responder pelos crimes de peculato e de superfaturamento de licitação mediante a inexecução completa do contrato.


GB - MOSQUITO

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