Chefe da divisão de promoção da igualdade racial em Feira fala sobre a abolição da escravatura

Conversamos com Faraildes Ribeiro, chefe da Divisão de Promoção da Igualdade racial da secretaria Municipal de Politicas para Mulheres.

Foto: Getty Images

O 13 de maio é o dia da Abolição da Escravatura no Brasil, que foi realizada em 1888 por meio da Lei Aurea, assinada pela Princesa Isabel. A abolição do trabalho escravo foi resultado da mobilização realizada pelo movimento abolicionista e pela resistência dos escravos. 

Conversamos com Faraildes Ribeiro, chefe da Divisão de Promoção da Igualdade racial da secretaria Municipal de Politicas para Mulheres, que falou sobre a importância desta data para os dias atuais. 

“Não temos muito que comemorar, estamos lembrando e relembrando desses 134 anos de muito sofrimento, muito preconceito e descriminação no qual sofremos até hoje. A data magna foi dia 13 de maio de 1888, mas na realidade os negros da época há 134 anos foram colocados no abismo dia 14 de maio. Então existe uma dúvida com relação não a comemoração, mas a lembrança do 14 de maio,  que é como um dia infeliz na vida dos povos pretos da época”, disse. 

Quanto à participação dos movimentos negros no combate da desigualdade, a chefe de divisão analisa as atuações de forma positiva. 

“A gente não para, os movimentos não param. Nós temos aí a divisão à promoção da desigualdade racial que através das políticas públicas voltadas para o público preto. Nós temos varias ações, junto também com os movimentos negros de Feira de Santana cito também o Moviafro que é um movimento cultural ao qual é uma parceria muito forte com a prefeitura, e com a secretaria da mulher. Temos também o mãos negras que é um movimento de mulheres negras, temos as federações, então estamos sempre nos reunindo, nos unindo para ganharmos forma e colocar em prática as politicas públicas que existem aqui na cidade”, conta.

De acordo com Faraildes, o setor de igualdade racial do município tem trabalhado na promoção de eventos em prol da população preta. 

“A divisão de igualdade racial, promovemos seminários, roda de conversa. Damos assistência necessária principalmente para mulheres em especial pretas, Vale lembrar que Feira de Santana é uma cidade altamente racista onde recebemos e abrimos ocorrências para apuração de racismo. Tudo que for a prol e para beneficio da nossa população preta estaremos à disposição”, afirma. 

Sobre as políticas já conquistadas, Faraildes ressalta que a luta é diária e não tem uma politica ou ação para destacar. 

“Eu poderia estar citando vários, mas eu sou meio arredia quando se fala em consquistas. Por que nos que lidamos dia a dia com a questão do racismo e descriminação em geral eu me abstenho em falar, sinceramente eu não tenho o que comemorar, a gente vem lutando. A luta é incessante é diária, estamos em luta”, declara. 

Com informações do repórter Joaquim Neto


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