Agricultores se reinventam com Feira Virtual e maior exploração dos quintais produtivos

No último dia 28 de julho foi celebrado o Dia do Agricultor, data que a produtora rural e integrante da Associação dos Pequenos Agricultores de Feira de Santana, Bernadete Bispo de Almeida, garante que precisa ser comemorado.

Foto: Joaquim Neto/Bom Dia Feira

No último dia 28 de julho foi celebrado o Dia do Agricultor, data que a produtora rural e integrante da Associação dos Pequenos Agricultores de Feira de Santana, Bernadete Bispo de Almeida, garante que precisa ser comemorado.

‘A gente planta e traz para a cidade o que tem de melhor da zona rural, se o campo não planta, a cidade não come e se não tiver chuva, a gente não tem nada. Há dificuldades do transporte, a gente pega ônibus e tem que pegar carregador para trazer até o local, o produto a gente vende barato, mas não é para ser barato porque tem todo o trabalho da colheita’, diz Bernadete.

De acordo com a produtora rural, o processo não é simples e a seca tem atrapalhado a colheita.

‘A gente limpa a terra todinha, coloca o adubo, passa o trator para depois plantar e quando planta, depois tem que capinar, limpar, para poder dar um produto de qualidade porque sem isso não tem produto de qualidade. Sem água, a gente fica com pouco produto, com a chuva que começou a cair, as coisas estão melhorando. No momento eu tenho aipim, maracujá e andu’, relata.

A presidente da Associação dos Pequenos Agricultores de Feira de Santana, Terezinha Lima, destaca que, em função da pandemia, o dia está sendo celebrado de uma forma diferente, mas a classe não para.

‘Temos a feira virtual que os produtos da agricultura familiar são vendidos online. Esse ano, o agricultor vai ter grande perda de feijão e milho, por conta de pragas. O agricultor vive de aventura, anos que são bons e anos que são ruins, esse ano mesmo não é ano de fartura. Em março e abril não tivemos chuvas suficientes, o que está mais tendo é couve, maxixe’, conta.

Uma opção que os agricultores estão explorando para a produção durante este período é o uso dos quintais produtivos.

‘Para sobreviver tem que se reinventar, saindo da cultura do feijão e milho, plantando para sobreviver e indo para outra cultura, que é fazer seus quintais produtivos de frutas, hortaliças, ovos, galinha caipira, mas vamos sobreviver porque somos fortes’, afirma Terezinha.

Com informações do repórter Joaquim Neto


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