O poder da linguagem corporal: Especialista dá dicas para entrevista de emprego e trabalho com venda

A forma como você se senta na cadeira, onde concentra o seu olhar e a expressão facial enquanto fala são alguns dos fatores que também podem estar sendo analisados pelo entrevistador ou cliente.

Foto: Divulgação

As variáveis para o sucesso numa entrevista de emprego são muitas, mas há um forte componente crítico que permanece inconsciente para a maioria dos candidatos: a imagem transmitida pela linguagem corporal.

A forma como você se senta na cadeira, onde concentra o seu olhar e a expressão facial enquanto fala são alguns dos fatores que também podem estar sendo analisados pelo entrevistador.

Ao Bom Dia Feira, na manhã desta quarta-feira (21), o palestrante internacional, mestre, escritor, especialista em linguagem não verbal e RH, professor universitário, Paulo Sérgio de Camargo, garantiu que a linguagem corporal faz parte do conjunto de ferramentas que garantem a aprovação ou reprovação do candidato que busca uma vaga de emprego.

‘Quando nos comunicamos, cerca de 65% das informações são não-verbais e 35% são informações verbais, e mesmo nas verbais, temos a metalinguagem, onde a gente diz o contrário do que queremos dizer, o que na linguagem corporal acontece de forma inconsciente. A entrevista é uma ferramenta muito importante tanto para o recrutador, como para quem está buscando a vaga. Eu costumo dar um exemplo muito fácil, fale com as mãos, esse treinamento é acessível a qualquer pessoa e não é difícil porque nós já meio que temos isso no nosso DNA’, relata.

A ferramenta é muito usada também para análise de microexpressões, como sinais de raiva, nojo, alegria e tristeza. Além disso, a execução gestual do indivíduo deve ser analisada de forma individual, já que, de acordo com Paulo, a ação varia de acordo com o contexto em que está inserido.

‘Existem pessoas que a gente consegue ver um certo nível de mentira, mas não como as pessoas acham. Não existe um gesto de mentira no corpo, existem gestos ligados a ansiedade, estresse, tensão, e sempre que analisamos a mentira, analisa-se todo o contexto, um braço cruzado, por exemplo, pode significar muita coisa, o gesto é muito dinâmico e o ser humano é muito rico nisso, as vezes isso supre a falta de vocabulário’, diz.

No setor comercial, segmento forte em Feira de Santana, a importância da ferramenta corporal se torna ainda mais efetiva. Neste caso, o especialista conta que é possível aumentar as vendas com estratégias focadas na linguagem corporal.

‘Existem técnicas muito fáceis de aprimoramento de vendas, uma delas é não fazer uma abordagem agressiva, o espaço físico é considerado parte disso, algumas lojas colocam os vendedores na porta da loja de braços cruzados, a loja tem que jogar você para dentro dela, então, quando a pessoa entra na loja, ela tem que se sentir confortável para começar a olhar os produtos e quando ela quer informação, começa a fazer uma varredura para procurar alguém, é nesse momento que deve ser abordada. Além disso, manter um metro de distancia ao conversar com a pessoa, se aproximar muito pode dar a ideia de invasão de espaço, olhar sempre nos olhos, criar contato com as pessoas, como sorrir’, pontua.

Assista a entrevista na íntegra:



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