'Irresponsabilidade prevaleceu', avalia deputado estadual sobre atuação do presidente na pandemia

Angelo Almeida é presidente da Comissão Especial para Avaliação dos Impactos da Pandemia da Covid-19 da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba)

Foto: Bárbara Barreto/Bom Dia Feira

A Comissão Especial para Avaliação dos Impactos da Pandemia da Covid-19 da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) realizou, ao longo dos últimos meses, diversas audiências públicas virtuais para debater, junto às autoridades competentes, especialistas e a sociedade civil, os principais assuntos relacionados à crise pandêmica no estado.

Ao Bom Dia Feira, o presidente da Comissão e representante do estado na Comissão Nacional de Acompanhamento da Vacinação (Conav), criada pela União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), deputado estadual Angelo Almeida (PSB), pontuou que grande parte dos efeitos da Covid no Brasil poderiam ter sido evitados, caso houvesse compra rápida de vacinas.

‘A Pfizer escolheu o Brasil para fazer oferta imediata de doses, o cientista russo que fez vacina Sputnik V já tinha a vacina que cobria toda a família do coronavírus que pegava todo o cruzamento dessa cadeia de vírus e quando surgiu a Covid, ele fez pequenas alterações e em três meses já estava com a vacina pronta em testes. Se tivéssemos políticas públicas afirmativas e não tivéssemos perdido as oportunidades que perdemos, por negacionismo, estaríamos melhores. Com a CPI, está ficando cada vez mais claro que foi se criando dificuldades para ganhar facilidades financeiras. Tudo poderia ter sido diferente, mas a irresponsabilidade prevaleceu’, avalia.

Em relação aos impactos socioeconômicos da pandemia, o deputado destaca que a solução viável para o caso seria o governo oferecer linhas de crédito, viabilizando juros que ‘respeitem o momento pandêmico’.

‘O momento é de permitir que o recurso chegue a todos os produtores e de todos os segmentos. Não bastaria apenas o estado cuidar da vacina, o papel é salvar vidas e isso também é cuidar da economia, o Congresso trabalhou em função do auxílio emergencial’, relata.

Assista a entrevista na íntegra:



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