Casos de queimaduras durante o período junino aumentam 57% em relação ao ano passado

Pelo segundo ano consecutivo, a Bahia não realizou festividades juninas e restringiu atividades tradicionais deste período, como a prática de fogueiras. As restrições, porém, não impediram que os hospitais tivessem um aumento no número de vítimas de fogos

Foto: Divulgao

Pelo segundo ano consecutivo, a Bahia não realizou festividades juninas e restringiu atividades tradicionais deste período, como a prática de fogueiras, a fim de evitar aglomerações diante da pandemia que enfrentamos desde o mês de março de 2020.

As restrições, porém, não impediram que os hospitais tivessem um aumento no número de vítimas de queimaduras por fogos e explosão de bombas durante o São João deste ano.

De acordo com dados da Secretaria de Saúde da Bahia, as duas unidades estaduais de referência no tratamento a esse tipo de caso, o Hospital Geral do Estado e o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, registraram juntos 44 atendimentos no período de 23 a 27 de junho. O número representa um aumento de 57% em relação ao São João do ano passado.

Ao Bom Dia Feira, o diretor do Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, Dr. Antônio Carlos Neto, destacou que os dados demonstram que a sociedade acreditou mais na força da tradição do que na força da doença.

'Isso traduz, talvez, que a população não tem mais o receio ou a preocupação com a doença da Covid-19 e precisamos estar muito atentos a isso. Com relação aos acidentes com fogos, houve um aumento no número desses casos na capital, o que não era comum, não observamos um grande número de eventos como essa acontecendo por lá, nesse caso, os que não tiveram possibilidade de se deslocar nesse ano, o fizeram lá. Já no recôncavo, observamos um aumento acentuado no número de acidentes, tivemos 90 casos somente no período junino com acidentes provocados com motocicletas, e ainda, associando com os fogos, as lesões provocadas por bombas, também foi expressiva. Nós temos um corpo técnico fixo fazendo esse tratamento durante todo o ano e no período junino ficamos mais em alerta, reforçamos a nossa equipe, insumos, esperando que haja um maior número de atendimentos durante esse período', diz.

Uma das recomendações básicas da pandemia é o uso do álcool em gel, ação que, quando feita de forma indevida, pode causar acidentes domésticos. Essas lesões, porém, de acordo com o diretor, são uma exceção.

'A grande maioria dos acidentes em ambiente domiciliar são feitas com água quente, sobre tudo com crianças. Com relação ao álcool, esses acidentes são mais comuns em locais onde ainda é hábito que as pessoas cozinhem usando o álcool como combustível, mas o uso por conta da prevenção à Covid, não temos observado grandes dimensões', relata o Dr. Antônio.

Assista a entrevista na íntegra: 

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