Zé Neto cobra instalação de gripário em Feira e pontua falta de diálogo com Prefeitura sobre aeeropo

Para o cenário político de 2022, o deputado federal confirma candidatura à reeleição e destaca vantagens em retorno de Lula ao processo.

Foto: Bárbara Barreto/Bom Dia Feira

A falta de investimentos no aeroporto de Feira de Santana é motivo constante de questionamentos. Em entrevista ao Bom Dia Feira, na manhã desta segunda-feira (03), o deputado federal Zé Neto (PT) destacou que a falta de diálogo com a Prefeitura Municipal é um dos principais fatores que faz com que o equipamento não avance. De acordo com ele, estar perto da capital baiana, também traz dificuldades.

'A prefeitura deu as costas, tem uma multa lá de R$ 32 mil por causa de plano ambiental, uma cidade que não tem nada de meio ambiente, mas o Aeroporto é exigido que tenha um plano ambiental cheio de detalhes. A gente recuperou a avenida Santo Antônio, não tinha muro, botamos, não tinha estação, foi feita. Se tivéssemos diálogo, independente de sermos diferentes partidariamente, seria muito melhor. Além disso, a gente vive uma crise no setor aéreo e aqui em Feira temos essas dificuldades, pelo menos ele está em pé, está funcionando, estamos lutando pela liberação de voos noturnos, estamos devendo isso a cidade e estou tentando viabilizar para conseguir investir. A cidade também paga um preço alto por estar perto de Salvador, quando apertou agora a malha aérea, ficou pior para os aeroportos pequenos', afirma.

Há pouco mais de um ano, desde a confirmação do primeiro caso de Covid, a cidade enfrenta os reflexos da pandemia. Sobre a atuação municipal em relação a causa, Zé Neto pontua que Feira de Santana deveria ter um Comitê Permanente referente à Covid-19 desde o ano passado.

'Feira não é uma cidade comum, é uma cidade que tem um entroncamento rodoviário, uma cidade que tem, inclusive, um aparato de saúde qualificado, porque tem hospital geral, a maior UPA do estado da Bahia, na minha opinião falta ter um gripário', diz. 

Para o deputado, os efeitos da pandemia no Brasil e a postura do presidente Jair Bolsonaro diante do combate à doença são o reflexo de uma das maiores perversidades do mundo.

'Um presidente irresponsável e acompanhado de um monte de gente que ainda não entendeu o que é, uma parte não entendeu o que está acontecendo, outra está iludida mesmo, que ele rompeu todas as linhas de ação para garantir subsistência mínima, se o empresário quebrar, se o pequeno comerciante quebrar, como o Estado vai arrecadar, se está todo mundo quebrado. É muito mais caro para o Estado isso que Bolsonaro está fazendo, não existe o abandono que estamos vivendo agora, este momento é de muita reflexão. Nós tivemos a opção de 700 milhões de doses contra a Covid e não fizemos o dever de casa, isso tem uma parte de desumanidade, de irresponsabilidade, isso não é só política, não tem como a gente se desvencilhar da política em nada no mundo, o problema é a politicagem', relata. 

Recentemente, foi instalada a CPI da Covid a fim de esclarecer questões referentes ao combate da doença no Brasil. Para Zé Neto, há uma tentativa do grupo pró-governo de desviar atenção para estados e municipais, o que ele afirma acreditar que também deve ser feito, mas não no Senado.

'Que cada um nos seus estados façam a sua CPI onde houver dúvidas, é necessário investigar coisas concretas para que a gente não fique no irreal e não ajude em nada, a questão do governo federal é que chegou ao limite absurdo e há um descontrole no país que é o segundo no mundo no número de vítimas e não podemos cruzar os braços, o Senado faz um papel importante na CPI e o foco maior é a ação federal, mas onde tiver coisa errada, tem que ser investigado. Aqui mesmo seria bom fazer uma CPI da Saúde para saber como foram as contratações cooperativas, para onde foram os R$ 97 milhões que chegaram de recursos federais, inclusive porque não temos centro de atenção especializado para atendimentos Covid e prestação de contas que desde setembro está rodando e não foi respondida, quanto a Bahia estou tranquilo porque quem é baiano sabe, mesmo quem não votou em Rui, é que ele é muito honesto', destaca. 

Para o cenário político de 2022, o deputado confirma a candidatura à reeleição.

'Eu vou para a reeleição de deputado federal, a chegada de Lula para o processo eu acho muito boa, não sou porque sou PT, mas porque vejo nele um ser humano que depois de ser preso injustamente, não tem revanche, ele é muito maduro, sensato, o que ele tem é vontade de dialogar, tem muita coisa para a gente construir, mas a vinda dele enriquece o debate, esse é o caminho para que a campanha de 2022 não seja voltada ao ódio, mentira, fake', diz.

Assista a entrevista na íntegra: 

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