Covid se torna principal causa de afastamentos do trabalho pelo INSS

Desde o começo da pandemia, São Paulo é estado com mais trabalhadores afastados, seguido do Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Foto: Divulgação

Nos primeiros meses de 2021, a Covid se tornou a principal causa dos afastamentos do trabalho pelo INSS no Brasil.

Em todo o ano passado, a doença foi a terceira maior causa de concessões do antigo auxílio-doença no país. Foram mais de 37 mil. Só no primeiro trimestre deste ano, o número de benefícios já passou de 13 mil, o que tornou a Covid a principal causa dos afastamentos acima de 15 dias.

Desde o começo da pandemia, São Paulo é o estado com mais trabalhadores nessa situação. Depois vem o Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Os afastamentos por doença tiram do setor produtivo a força de trabalho. São pessoas que têm o direito por lei de receber o auxílio para que se cuidem. Só que os especialistas dizem que esse afastamento pode não ser único e a retomada nem sempre é imediata.

“Muitos daqueles que se curam, eles continuam com sequelas, continuam com efeitos secundários que prejudicam muito a vida de cada um, a saúde de cada um e o próprio trabalho. Então esta questão das sequelas preocupa muito, porque elas podem redundar em novos afastamentos”, analisa José Pastore, professor de relações do trabalho da USP.

Os trabalhadores essenciais são os mais afetados, analisa o professor de economia do Insper, Otto Nogami. Ele diz que é cada vez mais difícil substituir quem adoeceu.

“Nós temos já uma falta de mão de obra qualificada. Principalmente aquela mão de obra que consegue lidar com a tecnologia. Num caso extremo, que essa pandemia atinja exatamente um grupo de mão de obra qualificada maior, isso vai afetar os processos de produção, sem dúvida alguma”, diz Otto Nogami, professor de economia do Insper.



Informações G1

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