REFORMAS - I

Foto: Divulgação

Mídia, políticos e setores politizados reclamam da necessidade de serem promovidas, urgentemente, no Brasil, as reformas administrativa, tributária e política, sobretudo.

E, de fato, são necessárias; nem que sejam reformas possíveis, embora sérias, porque ideais são inalcançáveis neste país de privilégios.
Reforma administrativa para termos um quadro de pessoal mais enxuto, dinâmico, sem as espertezas das cúpulas, próximo ao organizado pela iniciativa privada, mais eficiente e apto a atender às exigências da cidadania, e menos oneroso ao erário.

Reforma tributária para dispormos de máquina arrecadadora simples e ágil, e mais justa distribuição da carga tributária. E ótima fiscalização na aplicação dos tributos.

Reforma política para dispormos de melhor representação popular, menos custosa (este ano somente o fundo eleitoral distribuído entre os candidatos para a campanha, privou o povo de 2 bilhões do orçamento, sem falarmos do fundo partidário), a fim de ser afastado – o que nem sempre é possível - o abuso de poder, seja de que natureza for, ou o comprometimento de políticos com o submundo empresarial. Uma parte ficará com dirigentes partidários.

Há propostas de voto distrital puro e misto, candidaturas avulsas, etc. Os partidos, que deveriam ser condutos democráticos, se transformaram em aspiradores de verbas públicas em favor de seus dirigentes, que não os administra republicanamente, além de criarem e dissolverem diretórios de acordo com seus impulsos ou interesses, quando deveriam funcionar, ao menos como antigamente, com eleições livres entre seus filiados.

Os governos resistem em fazê-las e quando apresentam propostas são elas tímidas e insuficientes para oferecerem bons resultados.

A reforma trabalhista de Temer atingiu a classe trabalhadora, tendo retirado garantias e esvaziado a Justiça do Trabalho; impôs até (absurdo) honorários advocatícios ao hipossuficiente, quando recusada for a sua pretensão...

A reforma administrativa em discussão no Congresso é mero arremedo que não vai alterar quase nada, além de haver deixado fora segmentos privilegiados do funcionalismo público (magistratura, ministério público, polícia federal, fiscalização, militares), os quais formam corporações poderosas e intocadas.

Aludida reforma é um faz de conta. Diminuta, deixa o funcionalismo privilegiado intangível, mexendo na periferia sem ter tido a coragem de acabar com penduricalhos e outras excrescências financeiras que contribuem para duplicar os salários desses assalariados cujo teto jamais foi respeitado.

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