Governo quer dobrar fluxo de turistas ao Brasil até 2022

Em audiência na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, o ministro Marcelo Álvaro Antônio, falou sobre a expansão da atividade turística no país

Geraldo Magela/Agência Senado

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, informou que o governo pretende dobrar o fluxo de visitantes ao país dos atuais 6,6 milhões de pessoas para 12 milhões até 2022. A meta foi apresentada aos senadores em audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) na quarta-feira (10).

"Só Cancún, no México, recebe 7 milhões de viajantes por ano. Ou seja, uma faixa de 24 quilômetros de praia atrai mais gente que o Brasil. Recebemos US$ 5,89 bilhões dos turistas estrangeiros anualmente e queremos passar para US$ 19 bilhões", esclareceu.

Segundo o ministro, são objetivos ambiciosos, que já estavam previstos no Plano Nacional do Turismo (PNT) e que agora foram abraçados pelo governo Bolsonaro. Ele acredita que são planos factíveis, diante das providências que estão sendo tomadas. Entre elas, citou, está a dispensa de visto para cidadãos americanos, japoneses, canadenses e australianos e a adoção do visto eletrônico para chineses e indianos, atualmente em estudo pelo ministério.

"Austrália, Canadá, Estados Unidos e Japão têm baixo risco migratório. Além disso são países que figuram na lista dos 20 que mais gastam com viagem no mundo. Temos que decidir o que queremos: geração de renda e emprego ou a política de reciprocidade por si só?", indagou.

Abertura de capital

Marcelo Álvaro Antônio fez uma forte defesa da abertura do capital das companhias aéreas no Brasil. Na opinião do ministro é a saída para o barateamento dos preços das passagens e da abertura de novas rotas e destinos. Segundo ele, tal medida, juntamente com a limitação de 12% do ICMS sobre o querosene de aviação, terão impactos positivos diretos na vida dos turistas.

"É inadmissível um país com mais de 200 milhões de habitantes e 8,5 milhões de quilômetros tenha somente quatro empresas operando o espaço aéreo brasileiro. Na verdade, três agora, já que uma delas está em recuperação judicial. Países como a Argentina e Chile, que têm um quarto da nossa população e são menores, já têm mais do que o dobro. Essa ação vai promover a redução do custo das passagens com a competitividade", informou.

Parques

Marcelo Álvaro Antônio também destacou o plano de concessão de parques que está sendo preparado pelo governo. Segundo ele, são 11 unidades de conservação já prontas para serem administradas pela iniciativa privada. Indagado pelos senadores, ele garantiu que será um modelo ambientalmente responsável, visando o incremento das visitas sem prejudicar a conservação.

"O Brasil tem 10 milhões de visitantes por ano nos seus parques. Nos Estados Unidos, são 300 milhões, o que gera faturamento de US$ 19 bilhões. Enquanto isso, nós faturamos R$ 1,8 bi. A concessão dos serviços é fundamental para que consigamos alavancar esse esse potencial turístico", argumentou.

Melhorar a gestão dos patrimônios mundiais do Brasil e conceder à iniciativa privada imóveis da União com potencial turístico também estão entre os planos do ministro, bem como ampliar de 60 milhões para 100 milhões o número de brasileiros viajando pelo país.

Informações da Agência Senado

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