'O Exército não matou ninguém', diz Bolsonaro sobre morte a tiros de músico no Rio

Presidente classificou episódio como 'incidente' e 'lamentou a morte do cidadão trabalhador, honesto'; responsabilidade está sendo apurada, disse o presidente em Macapá (AP).

Adriano Machado/Reuters

O presidente Jair Bolsonaro falou pela primeira vez nesta sexta-feira (12) sobre a morte de Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anosRosa foi morto pelo Exército no domingo (7), no Rio, quando o carro que dirigia foi alvo de pelo menos 80 tiros de fuzil disparados por soldados do Exército. Os militares dizem que confundiram o carro com o de criminosos.


"O Exército não matou ninguém, não. O Exército é do povo e não pode acusar o povo de ser assassino, não. Houve um incidente, uma morte”, afirmou o presidente. 


Em Macapá, em evento para a inauguração do aeroporto local, Bolsonaro disse ainda lamentar "a morte do cidadão trabalhador, honesto, e está sendo apurada a responsabilidade. No Exército sempre tem um responsável.


"Não existe essa de jogar para debaixo do tapete. Vai aparecer o responsável", ressaltou. 


Ele prosseguiu: "Uma perícia já foi pedida para que se tenha certeza do que realmente aconteceu naquele momento e o Exército, na pessoa de seu comandante, vai se pronunciar sobre este assunto e, se for o caso, eu me pronuncio também. Nós vamos assumir a nossa responsabilidade e mostrar o que realmente aconteceu para a população brasileira".

Bolsonaro só havia se manifestado sobre o tema por meio do porta-voz. Na terça, Otávio Rêgo Barros disse que espera que o caso fosse esclarecido “rapidamente”. 



Informações G1

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