Frota diz que é persona non grata no Governo Bolsonaro por pedir prisão de Queiroz

Deputado Alexandre Frota durante sessão de votação para presidente da Câmara dos Deputados.

Valter Campanato/Agência Brasil

O deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) usou seu perfil em uma rede social para lamentar que não seja mais persona non grata no governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). De acordo com o parlamentar, divergências de pensamento causaram a divisão dentro do próprio partido.

“Hoje, depois de 4 anos de dedicação, recebi a informação que sou persona non grata no Governo Bolsonaro por eu defender a prisão do Queiroz, que confessou rachar os salários de funcionários e por ter perdido do afastamento do senador [Flávio Bolsonaro] para ele apenas se defender”, escreveu no Twitter. Frota ainda marcou a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) e Jair Bolsonaro na publicação.

Mais tarde, Frota voltou a falar sobre o assunto. Desta vez disse que se encontrou com Flávio Bolsonaro e que ele reforçou que o pai estava "chateado" com ele. "Hoje encontrei o Flávio Bolsonaro ele me confirmou que o pai ficou chateado comigo foi a terceira pessoa que veio me dar o recado. Ok, recado dado", escreveu.

Frota não segurou a pressão diante da série de escândalos envolvendo uma movimentação milionária de Queiroz que repercutia na imprensa e no Congresso. Durante sessão, ele disse que não aguenta mais ouvir ataques de deputados de esquerda contra os apoiadores de Bolsonaro por conta da suspeita de desvio de recursos públicos por Queiroz, ex-assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

"Já que o Queiroz assumiu que ele fez a rachadinha, que ele trabalhou em cima, eu quero que o Queiroz seja preso e gostaria que o Flávio Bolsonaro se afastasse para poder se defender. E, se nada tem, que voltasse aqui e esfregasse na cara da esquerda, porque todos os dias nós subimos aqui e somos fuzilados pela esquerda", disse.  

Caso Queiroz


O caso Queiroz, citado por ele, envolve um ex-assessor do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República. Queiroz recebia regularmente depósitos de colegas de gabinete em datas próximas aos dias de pagamento e também chegou a enviar 48 depósitos de R$ 2000 para o atual senador entre junho e julho de 2017.

Informações da IstoÉ

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