Rui Costa afirma que facções criminosas do Ceará são as mesmas que atuam na Bahia

Reprodução

Na coletiva de imprensa concedida pelo governador da Bahia, Rui Costa, na manhã de ontem, sexta-feira (12), em Feira de Santana, o mesmo informou que os grupos que estão tocando fogo no Ceará são os mesmo que atuam na Bahia.

De acordo com o mesmo, as críticas que vem recebendo da oposição sobre o envio de policiais militares para conter a onda de violência promovida por facções criminosas em Fortaleza, e que deixaram todo o estado em alerta.

Rui Costa afirmou que isso é a união dos estados do Nordeste contra a violência, e os bandidos não gostaram. “A Bahia, o Rio Grande do Norte, o Piauí e outros estados ajudaram mandando policiais. Isso é fruto de um diálogo que estamos fazendo entre os governadores do Nordeste para que a gente a partir de agora faça o enfrentamento do crime organizado conjuntamente. O crime organizado trabalha junto no Brasil, as siglas são nacionais e eles são unidos para derrotar a população”, declarou.

Ele salientou ainda não se importar com as críticas de oposição e que fará o necessário para combater o crime organizado e impedir que ataques como os que ocorrem no Ceará ocorram também na Bahia.

“Se a gente deixar esse tipo de coisa ganhar força lá, nós seremos as vítimas aqui. Vamos debater isso, vamos marcar uma reunião com os governadores do nordeste no dia 6 de fevereiro e estamos levando a proposta de fazer um consórcio entre os estados do Nordeste e vamos chamar os governadores do Norte também”, ressaltou.

Ainda de acordo com Rui Costa, o consórcio de segurança tem por finalidade a compra de equipamentos em comum, como drones e aviões para deslocar a tropa, e que poderão ser compartilhados entre os integrantes do consórcio.

“Nos momentos de crise aguda todos precisam de ajuda, ninguém faz nada sozinho, e os estados do Nordeste não vão abrir mão de se ajudarem e vão permanecer unidos. O forte do Nordeste é o turismo e não podemos permitir que a imagem fique manchada. A Bahia vai perder muito economicamente, vai ter muito desemprego e o povo pode sofrer, porque se eles acharem que mandam no Nordeste, hoje é Ceará, amanhã é Pernambuco e depois pode ser a Bahia”, concluiu.

Compartilhe

Deixe seu comentário