Pai da jovem de 20 anos que morreu no Iguatemi acredita que o incêndio pode ter sido criminoso

Bárbara sonhava em cursar medicina e seu pai considera que ela pode ter se precipitado ao tentar passar pelo fogo para sair do prédio

Arquivo Pessoal

Bárbara Braz Pereira, de 20 anos, que morreu durante o incêndio ocorrido na madrugada desta terça-feira (04), no residencial Iguatemi I, do Minha Casa Minha Vida, no bairro Mangabeira, em Feira de Santana, passou por dentro das chamas na tentativa de sair do prédio onde ocorreu a tragédia, que deixou mais sete pessoas feridas, dentre elas a mãe, a dona de casa Nelcione Souza Bras, que foi socorrida em estado gravíssimo para o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), juntamente com os outros feridos, e depois foi transferida de avião para Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador.

O pai da jovem, o vigilante Mário dos Santos, que mora no residencial Asa Branca V, no bairro Asa Branca, disse, em entrevista ao Acorda Cidade, que soube do incêndio através de mensagens no Whatsapp e tentou contato com a filha e a mãe dela, mas não obteve sucesso, quando a tia de Bárbara ligou relatando o ocorrido e que a filha tinha morrido queimada. “Aconteceu uma tragédia dessa, um filha tão boa, 20 anos, nunca me deu trabalho na escola, sempre estudou e falava comigo todas as noites no meu plantão. Antes de ontem disse que iria passar o natal comigo, pra eu tomar cuidado no trabalho. Disse que me amava, pois a gente sempre se declarou um pra o outro. Eu a tinha como mais do que filha, era tudo pra mim, a gente conversava, batia papo, dava risada junto”, lamentou.

Ele acredita que a filha se precipitou ao atravessar as chamas e, assim como outras pessoas, suspeita que o incêndio pode ter sido criminoso. “O rapaz disse que o fogo, onde pegou, dava até pra ela subir, mas ela no pensamento da situação se precipitou e passou por dentro do fogo, e um fio de energia atrapalhou a situação mais ainda. Estão suspeitando que botaram fogo nas motos embaixo e como ela morava no segundo andar... Sim, pode ter sido criminoso”, avaliou.

Sonho

Mário recordou que a última vez que viu  a filha pessoalmente foi no último dia de provas do Enem. “Ela dormiu lá em casa e falou pra eu a levar cedo pra casa que ela iria fazer o Enem. Eu cheguei do meu plantão, que eu trabalho na delegacia da Receita Federal, e peguei meu carro e a levei pra casa. Passei no mercado e dei lanche pra ela levar pra prova do Enem e perguntei se ela queria que eu a levasse para a escola, e ela disse que não precisava, que a mãe ou o marido da mãe dela a levaria, pois ainda era cedo. Ela estava estudando no Colégio João Durval e estava estudando pra fazer vestibular, pois o sonho dela era fazer medicina”, afirmou.

Com informações do Acorda Cidade.

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