Prefeito de Feira analisa grupo político, fala sobre relação com José Ronaldo e Bolsonaro

Colbert Filho considera cedo para definir como acontecerão as próximas eleições mas desconsidera marchar sozinho e aponta que união fará o grupo mais forte

Correio feirense

Ocupando a prefeitura em função do afastamento de José Ronaldo (DEM), que não teve êxito na campanha para o governo da Bahia, Colbert Filho (MDB) tem mais dois anos de mandato à frente. José Ronaldo, no momento, encontra-se sem vínculo com mandato político e pretende apoiar amigos que se candidatem nas próximas eleições para prefeito e vereador, porém não quis se precipitar em citar nomes.

No programa Bom Dia Feira, o prefeito atual declarou manter uma relação respeitosa com o antigo gestor de Feira e, após definições do segundo turno, acredita que José Ronaldo poderá ter participação marcante na política nacional, uma vez que, em seu entendimento, na Bahia, o ex-candidato a governador é um nome forte para oposição federal no Estado. Colbert acredita que, em um cogitado governo de Bolsonaro (PSL) no país, se tiver que ter alguém do nordeste próximo para poder exercer alguma representatividade deverá ser José Ronaldo (DEM), por reconhece-lo bem quisto também entre contatos próximos do candidato à presidência.

O prefeito de Feira considera ser cedo para, após uma situação eleitoral, ser projetado o que irá acontecerá na próxima eleição, daqui há dois anos. Ele acredita que José Ronaldo terá uma posição maior “porque ele merece e teve coragem de enfrentar essa eleição [governo da Bahia]” e também espera que as urnas sejam respeitadas e economicamente o país cresça para que em 2020 se defina como as coisas vão ser feitas. “Acho que nós temos tempo para isso, que esse tempo chegará e nesse tempo iremos discutir as questões com muita tranquilidade, de forma respeitosa para evoluirmos da forma mais adequada e termos um grupo forte”, pontuou.

ANÁLISE DA ELEIÇÃO

Colbert desconsidera a possibilidade de "marchar sozinho" mas, sobre o grupo político, acredita que as dificuldades internas impactaram nos resultados desta eleição. Ele enxerga que durante essa campanha aconteceu uma mudança súbita de rumo e a forma como aconteceram as tramitações fizeram com que tivessem que volta as energias internamente para poder resolver as coisas, como acabaram perdendo tempo. 

O prefeito de Feira considera que ACM Neto, prefeito de Salvador e líder do grupo de oposição no Estado, se tornou figura competitiva no cenário e quando José Ronaldo assumiu a candidatura ao governo não houve tempo suficiente de torna-lo competitivo. “As composições feitas foram todas em torno de Neto, não em torno de Ronaldo", contou. 

Colbert também pontuou que a ligação com o PSDB nacional também acabou interferindo, mostrou que foi uma ligação que não empurrou a eleição, "fato diferente da crescida que José Ronaldo deu quando apoiou Jair Bolsonaro mesmo com dois três dias antes do final”, analisou.

BOLSONARO

Em sua experiência pessoal enquanto dividia a Casa dos Deputados com Jair Bolsanaro, Colbert considera que o candidato a presidência foi hábil em ter contraposto as discussões do PT em relação a gênero, fato que fez com que ele fosse projetado não mais pelo envolvimento de questões relacionadas a “revolução de 64”. O prefeito feirense lembra situações em que se encontrou com o presidenciável em situação de aclamação popular e chegaram sair juntos em em fotos, mas diz não ter conhecimento com os filhos de Bolsonaro.


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