Autor do antigo Fotocitando dividirá com Zack Magiezi uma das mesas mais aguardadas da Flica 2018

Edgard Abbehusen é baiano, participará da Feira Literária no sábado e fala sobre a ansiedade de ser atração "em casa"

Divulgação / Flica

Autor do livro “Quem tem como me amar não me perde em nada” (Editora Villardo), lançado em 2017, e com “O que tiver de ser, amar” previsto para lançamento em novembro deste ano, Edgard Abbehusen é um dos autores que gera expectativa de público na Feira Literária de Cachoeira – Flica.

Um dos motivos é por ter sido descoberto, em âmbito nacional, através das postagens autorais publicadas no perfil que antes de carregar seu nome se chamou Fotocitando. Em 10 meses de alimentação a página já alcançava, em números crescentes, a faixa de 100 mil seguidores. O outro motivo e talvez principal, capaz de despertar ansiedade e frio na barriga do próprio autor, deve-se ao fato dele ser baiano “daqui”, nascido em São Félix, criado em Muritiba e formando da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

Edgard, ainda surpreso com a velocidade com que as coisas foram acontecendo e crescendo em sua vida, sempre soube aproveitar as oportunidades. Engatou a escrita do segundo livro, encomendado mediante sucesso de vendas do primeiro, mantendo a relação estabelecida com o público no meio online. Hoje, com a faculdade trancada para dar conta dos eventos e viagens que demandam a turnê do livro, reconhece o significado de sentar como autor na mesa principal de um evento do qual sempre foi fã. Ciente da projeção internacional que a Feira tem, sabe estar trilhando o caminho certo.

“A Flica, certamente tem um sabor especial por ser aqui no recôncavo”, declara Edgard, que já participou da Feira do Livro de Feira de Santana – Flifs em 2017 e da Feira Literária de Mucugê, na Chapada, em agosto. Pela oportunidade de estar sendo reconhecido “dentro de casa”, agradece ao amigo e incentivador Jomar Lima, ao curador da Feira em Cachoeira, Tom Correia, e aos organizadores, em especial, a Emmanuel Mirdad e Marquinhos Ferreira. Claro, também ao público que, com o passar das conversas corriqueiras acaba se tornando menos virtual e mais confidente.

A principal diferença dos demais eventos que participou vem das demonstrações de animação do público da cidade natal e do fato de, na ocasião da Flica, estar ao lado de nada-mais-nada-menos que Zack Magiezi, um dos pioneiros e grandes referências para literatura iniciada nas plataformas online no Brasil. “Ele quem abriu as portas”, tem noção?

Edgard e Zack compartilharão, na tarde de sábado (13), a mesa com tema “Os filtros que usamos na literatura do nosso tempo”, na qual falarão sobre a escrita para as redes sociais, que democratiza o acesso e também a criação de conteúdo. O bate-papo vai acontecer conforme a curiosidade do público, que terá acesso totalmente gratuito ao encontro, e promete pontuar o contato imediato e rápido com o leitor, de autores que não são mais “inalcançáveis”. 

Edgard ainda não conhece o Zack Magiezi pessoalmente, tem bons relatos de pessoas que compartilharam evento com ele no Rio de Janeiro, além de ter trocado algumas mensagens por direct do Instagram. “Espero ter a oportunidade de apresentar a maniçoba para ele”, confessa Edgard com o coração feliz e satisfeito de bom anfitrião.

Por fim e como exemplo que se tornou para a realização de sonhos, o baiano aponta que estar nessa estrada autoral é enfrentar um desafio por dia, mas que todos são superados com graça. “A gente luta muito para ser reconhecido entre uma infinidade de perfis de frases e textos. Somos atingidos pelo plágio, pelo ego dos outros, pela vaidade alheia. Mas vamos vencendo. A Flica será mais um grande desafio para mostrar o porquê eu cheguei até aqui”, conclui.

MESA 07

O fenômeno das redes sociais como meio de difundir uma forma de Literatura. Em vez de leitores, seguidores; no lugar do papel impresso, as telas dos celulares. E os likes, inbox e comentários, milhares deles, fazendo as vezes das antigas cartas enviadas aos autores. O paulistano Zack Magiezi posta em seu perfil frases e pensamentos que encantam seus seguidores, mas também desperta a crítica ferina de quem não aprecia ou refuta o seu trabalho. O baiano de Muritiba, Edgard Abbehusen, também desenvolve uma linha de postagens no instagram que dialoga especialmente com o público feminino. A mesa vai contar com a versatilidade e jovialidade da jornalista Jéssica Smetak para a mediação.

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