Participante no assassinato do casal Richthofen volta a ser preso por corrupção ativa

Cristian Cravinhos é condenado a quatro anos voltando ao regime fechado

Divulgação e Reprodução/GloboNews

A Justiça condenou Cristian Cravinhos a 4,8 anos de prisão, na segunda-feira (08) por corrupção. O caso, que aconteceu em abril, numa confusão em bar de Sorocaba (SP), corria pela 2ª Vara Criminal, que analisava a participação do réu em uma tentativa de suborno a policiais para não ser preso, perdendo assim o direito ao regime aberto.

Segundo a decisão da juíza Margarete Pellizari, o "réu iniciará o cumprimento da pena privativa de liberdade no regime fechado, em razão da reincidência". Já condenado pelo assassinato do casal von Richthofen, Cristian retornou à penitenciária 2 de Tremembé onde deve permanecer preso. O advogado Ivan Peterson de Camargo diz que irá recorrer da sentença por não concordar com a pena aplicada e também com a condenação. 

A Justiça já tinha absolvido Cristian do crime de posse ilegal de munição de uso restrito, pois foi detido no bar com uma munição, mas manteve a condenação por tentativa de suborno feita a policiais militares. Cravinhos havia sido denunciado por agredir uma mulher, mas a suposta vítima não registrou boletim de ocorrência, na ocasião.

A defesa de Cristian tinha tentado quatro vezes a revogação da prisão preventiva, mas todos os pedidos foram negados. A última tentativa foi recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também indeferiu o pedido.

Denúncia de suborno

Segundo apuração do G1, na época, os PMs que atenderam a ocorrência declararam que Cristian ficou apavorado ao saber que seria levado à delegacia e chegou a oferecer dinheiro para não ser preso. Segundo a denúncia, Cravinhos teria oferecido R$ 1 mil para não ser preso e disse que o irmão, Daniel, sairia de São Paulo para entregar mais R$ 2 mil. Ele também teria cogitado vender a motocicleta e dividir o valor com os policiais. 

Regime aberto

Na época do assassinato do casal von Richthofen, em 2002, o irmão de Cristian, Daniel Cravinhos, era namorado de Suzane. O trio planejou e assassinou Manfred e Marísia Richthofen na casa da família, na zona sul de São Paulo. Os pais de Suzane eram contra o namoro da filha com Daniel.

Suzane von Richthofen e os irmãos Cravinhos foram submetidos a júri popular em 2006. Cristian foi condenado a 38 anos e seis meses em regime fechado, mas deixou a penitenciária Doutor José Augusto Salgado, a P2 de Tremembé (SP), em agosto de 2017, após ser autorizado pela Justiça a cumprir o restante de sua pena em regime aberto. A decisão foi da Vara de Execuções Criminais de Taubaté.

Daniel Cravinhos foi condenado a 39 anos e seis meses de prisão em regime fechado e também conseguiu o mesmo benefício em janeiro deste ano, quando deixou a penitenciária em Tremembé para cumprir o restante da pena em liberdade.


Informações do G1

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