Veja 10 produtos e serviços que ficaram mais baratos com a crise

Outras coisas registraram aumento nos preços e influenciaram alta da inflação

© Jeff Haynes / Reuters / Foto ilustrativa

Enquanto os consumidores veem os gastos com luz, gasolina e gás subirem e influenciarem na alta do índice de preços oficial do país, o IPCA, que passou de 2,95% em 2018 para 4,19% em 12 meses acumulados até agosto deste ano, outros produtos registraram queda nos preços.

Confira abaixo quais são eles e entenda o motivo da baixa, de acordo com levantamento feito pelo portal Uol.

1. Televisores: -10,95%

Item com a maior queda de preço no ano. Os valores desse tipo de produto já costuma ser mais estável ou estar sempre em queda, por causa das novidades lançadas constantemente no mercado. Não raras as vezes, encontra-se descontos de até 11%. Para completar, a crise que atingiu o bolso do brasileiro o fez repensar na compra de aparelhos mais caros, que terminaram emperrando nas prateleiras. Além disso, foi ano de Copa do Mundo, quando os fabricantes de TVs aumentaram consideravelmente a produção.

2. Seguro de carro: -7,1%

O grupo de serviços, ao qual pertencem os seguros, tende a ter as inflações mais altas nos tempos de bonança e, nos de marasmo, as mais baixas. “Energia ou combustível são coisas das quais não dá muito para fugir, mas os serviços, quando a renda cai, as pessoas usam menos", disse o economista Fábio Romão, analista da LCA Consultores.

3. Roupa e acessórios: até -6,3%

A liquidação de inverno de 2018 pode estar melhor que a de 2017: o agasalho feminino, por exemplo, chegou a agosto deste ano custando 6,3% menos que em agosto do ano passado. Está mais barato comprar cueca (-2,39%), chinelos (-0,51%) e tênis (-0,93%).

4. Beleza: até -5%

Com retração de 5%, os artigos de maquiagem estão entre os produtos com as maiores reduções do ano. Desodorantes estão, em média, 4,4% mais baratos, e o preço do esmalte também caiu um pouquinho (-0,19%). Produtos para pele, como hidratante, estão com preços praticamente estáveis: subiram 0,2% em um ano.

5. Ar-condicionado e ventilador: -4,5%

O preço médio dos ventiladores está 4,4% menor que um ano atrás e, nos condicionadores de ar, a queda é de 4,6%.

6. Óculos: -1,52%

Comprar uma nova armação de óculos está 1,52% mais barato do que no ano passado. É a mesma queda para os óculos escuros (-1,52%). Lentes de contato, por outro lado, têm alta de 1%.

7. Hotel: -0,49%

O caso mais gritante, e que puxa a média nacional para baixo, é o Rio de Janeiro, onde os preços de estadia em hotéis despencaram 9%. Aracaju (-4,42%), Curitiba (-1,9%) e Vitória (-0,8%) são outras capitais onde se hospedar está mais barato.

8. Arroz e feijão: até -38%

Mais ligados a condições de clima e safra, os alimentos têm variações de preços muito fortes e instáveis. Em um ano, o feijão preto está 16,26% mais barato, o feijão carioca caiu 30,36%, e o mulatinho, 38,14%. O arroz teve leve alta de 0,27%, mas ainda segue mais barato que em 2016, graças às fortes quedas do ano passado: em dois anos até agosto, a redução no preço do quilo do arroz é de 6,88%.

9. Doces: até -15,1%

O açúcar é um dos vários produtos agrícolas vendidos em larga escala no mercado mundial e cotado em bolsas internacionais. Por um encontro de supersafras em vários grandes exportadores como Índia, Tailândia e Brasil, está sobrando açúcar no mundo, e o preço da saca está despencando a seus menores níveis em anos. Aqui, o resultado é o quilo do açúcar, no supermercado, em média 15,1% mais barato que um ano atrás. Como consequência, outros doces caíram junto, como os chocolates (-2,77%) e os sorvetes (-5,73%).

10. Telefonia fixa: -2,12%

As tarifas de telefonia fixa caíram, em média, 2,12% entre agosto de 2017 e de 2018, e até usar orelhão está mais barato, com redução de 0,35% no período. “É um serviço que está acabando aos poucos; hoje já falamos de graça pela internet ou por aplicativos”, disse Fernandes, da CNC.

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