Motoristas de aplicativos tomaram as ruas de Feira de Santana, na manhã desta terça-feira, 1, para fazerem protestos em prol da categoria. A mobilização se concentrou e saiu do estacionamento do estádio Alberto Oliveira, Joia da Princesa. A expectativa de Adriano Wesley, motorista de aplicativo feirense não foi correspondida, ” pensei que a paralisação seria em todo o território nacional, no entanto, só algumas cidades e capitais aderiram”, disse.
Os motoristas de aplicativos fizeram vários tipos de reclames. O principal protesto dos motoristas foi o fim do “banimento branco”, espécie de punição aos motoristas que não adentram em determinadas áreas, e muito por isso, recusam algumas viagens, dentre outros motivos.
Os motociclistas das empresas de aplicativos 99 e Uber Moto reivindicaram também melhores taxas e condições de trabalho.
Rony Moto Uber, um dos organizadores da paralização em Feira, lembrou que eles também reivindicam, além do reajuste da taxa mínima de R$ 4,30 para R$ 6,00 e do valor por quilômetro rodado para, no mínimo, R$ 1,30.
Os motociclistas também denunciaram a falta de suporte dos aplicativos em casos de acidentes e a necessidade de jornadas exaustivas para garantir uma renda mínima. Segundo os manifestantes, muitos condutores chegam a rodar até 18 horas por dia, enfrentando altos custos de manutenção e insegurança nas ruas.
Outra reclamação geral dos motoristas é que o tempo de corridas aumentou, pois trabalhar só oito horas não rende mais financeiramente o que rendia antes.
Os motociclistas sentiram a falta de apoio de algumas representatividades locais, segundo eles, empresas que se beneficiam , além de servirmos aos populares, realizam serviços como entregas para setores diversos da cidade.
“Não só a população que sobe e desce com a gente, confiando em nossa responsabilidade no transporte, mas muitas empresas que acionam nosso serviço diretamente e são beneficiados direta e indiretamente quando transportamos seus funcionários, lembrou José Adriano, motociclista da empresa 99.
A categoria promete continuar a luta, e se organizarem a fim de outros protestos para conseguirem suas conquistas.