Jornalista e militante das causas do povo preto, a querida Wanda Chase morreu, na madrugada desta quinta-feira (3), após uma cirurgia no hospital Teresa de Lisieux, em Salvador. Nascida em Manaus, Wanda – ou Wandinha para os amigos – tinha 74 anos, foi condecorada como cidadã soteropolitana, e estava prestes a receber o título de cidadã baiana. Durante muitos anos, brilhou nas telas da TV Bahia.
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Conheço Wanda há muitos anos. Eu, na época, que editava um jornal de música chamado Si Toque, a convidei para escrever uma coluna sobre o Mundo Negro. Ela aceitou na hora e, depois de muito tempo, me confessou que, por causa dessa coluna no impresso, seu editor na época Roberto Appel a incentivou a fazer uma coluna semelhante na TV. E foi justamente na TV que formamos durante muitos anos o que os amigos brincavam chamando de “O casal da Axé Music”.
Era sempre um prazer comentar a folia baiana ao seu lado. Wanda sempre mais séria, e eu fazendo o contraponto como o brincalhão. Wanda era evangélica, o que surpreendia as pessoas quando sabiam dessa informação. Fizemos muitas viagens mundo afora. Por diversas vezes cobrimos a Lavage de La Madeleine em Paris, sua preferida, até pela amizade com Robertinho Chaves. Também fomos à Lavagem de New York organizada pela baiana Silvana Magda e à Jam Session de Montreux, na Suíça, também organizada por outra baiana, Jô.
Acrescente a isso os chamados Carnavais fora de época quando a gente sempre se encontrava. A última vez em que estive com Wanda foi em Brasília quando fomos convidados para a audiência pública que iria criar o Dia Nacional do Axé por iniciativa da Deputada Lídice da Mata. Também estavam presentes no evento, os jornalistas Paulo Borges, Hagamenon Britto e os artistas Manno Goes, Márcia Short e Robson, vocalistas da Banda Mel e Rafael Barreto vocalista da banda Jammil.