
Em sua análise, Dilson comenta sobre o Supremo Tribunal Federal após a suspensão da decisão sobre investigar o ministro Alexandre de Moraes, fruto de um pedido de vista de até 90 dias.
Para ele, o impasse e os embates internos evidenciam o travamento das velhas estruturas da Corte, que hoje estaria “igreja fechada” e distante da postura admirável do passado. A raiz do problema, segundo o comentarista, é a falta de meritocracia nas indicações: enquanto servidores enfrentam concursos rigorosos, os ministros chegam ao cargo por escolhas políticas, favores e proximidade com governantes e familiares.
Dilson argumenta que essa lógica de nomeação transforma os magistrados em devedores perpétuos de seus apadrinhados políticos, comprometendo a independência das decisões e contaminando o sistema de justiça até na contratação de escritórios ligados a parentes. Ele defende uma reforma estrutural para que a Suprema Corte passe a ser formada por critério de mérito, eleição popular ou escolha entre magistrados de carreira. Sem esse dever de gratidão política, ele conclui que a atual composição carrega o peso moral das atitudes tomadas, sofrendo com o julgamento da sociedade e com a própria consciência.
🎙️ Confira o comentário de Dilson Barbosa no Bom Dia Feira.






