
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando as intenções de voto no segundo turno acima da margem de erro, mas viu sua vantagem diminuir, aponta pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira, 15. Entre o levantamento de agosto e o de agora, o petista passou de 48,0% das intenções de voto para 47,3%. Flávio Bolsonaro (PL), o mais bem colocado de seus oponentes, oscilou de 39,1% para 40,0%. Brancos e nulos são 10,2% e indecisos, 2,5%. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais.
No cenário contra Augusto Cury (Avante), Lula caiu de 48,6% a 45,3%, enquanto o escritor subiu de 32,4% para 38,4%. Brancos e nulos oscilaram de 13,4% a 12,7% e indecisos, de 5,6% a 3,6%.
No confronto com Romeu Zema (Novo), Lula oscilou de 49,1% a 47,7%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais foi de 34,9% para 34,5%. Brancos e nulos subiram de 11,8% a 15,7% e indecisos saíram de 4,2% a 3,1%.
E no quadro contra Renan Santos (Missão), Lula foi de 48,6% a 47,3%, enquanto o ativista passou de 32,4% para 33,9%. Brancos e nulos subiram de 13,4% a 15,7% e indecisos caíram de 5,6% a 3,1%.
O instituto MDA entrevistou 2.002 eleitores entre os dias 9 e 13 de setembro. A pesquisa foi realizada presencialmente, em domicílios e pontos de fluxo. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06902/2026. Não foi utilizada ponderação nos dados.
No cenário de primeiro turno, o presidente Lula oscilou de 42,4% para 40,5% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro passou de 28,7% para 30,4%. O escritor Augusto Cury avançou de 1,2% para 6,0%.
Na comparação com a rodada de agosto, a vantagem nominal de Lula sobre Flávio diminuiu de 13,7 para 10,1 pontos porcentuais. As variações dos dois primeiros colocados ocorreram dentro da margem de erro de 2,2 pontos porcentuais. O crescimento de Cury, de 4,8 pontos, superou esse intervalo.
Ronaldo Caiado aparece com 3,0%, seguido pelo ativista Renan Santos (Missão), com 2,7%; pelo influenciador Pablo Marçal (PRTB), com 1,8%; e por Romeu Zema, com 1,0%. Outros nomes somam 1,1%. Brancos e nulos representam 6,0%, e 7,5% estão indecisos.
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Lula tem 36,6% e Flávio, 26,7%. Cury é citado por 4,4%; Caiado, por 1,6%; Renan, por 1,5%; e Zema, por 0,3%.
O porcentual de indecisos no levantamento espontâneo caiu de 31,0% em agosto para 20,9% em setembro, enquanto os brancos e nulos foram de 6,5% a 7,8%. Nesse período, Flávio passou de 22,4% para 26,7%, enquanto Lula oscilou de 35,3% para 36,6%.
Entre os entrevistados que indicaram alguma preferência eleitoral, 79,8% afirmam que a decisão de voto é definitiva, ante 71,2% na rodada anterior. Outros 20,2% dizem que ainda podem mudar de candidato.
O maior grau de consolidação está entre os eleitores dos dois líderes. Dos que declaram voto em Lula, 87% consideram a escolha definitiva e 13% admitem mudar. Entre os apoiadores de Flávio, os porcentuais são de 86% e 14%, respectivamente.
A decisão é definitiva para 63% dos eleitores de Cury, 53% dos apoiadores de Caiado, 44% dos que preferem Renan e 40% dos eleitores de Zema.
Flávio e Lula estão tecnicamente empatados na rejeição espontânea. O senador é citado por 44,2% dos entrevistados quando questionados sobre em quem não votariam de jeito nenhum, enquanto o presidente é mencionado por 41,1%.
Renan tem rejeição de 3,0%; Cury, de 2,4%; Caiado, de 2,0%; e Zema, de 1,9%. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é citado por 1,4%, e Marçal, por 1,2%. A pergunta admitia mais de uma resposta.
Lula registra 43% entre as mulheres, ante 26% de Flávio. Entre os homens, o petista tem 38%, e o senador, 35%. No Nordeste, o presidente marca 56%, mais que o dobro dos 22% de Flávio. No Sul, os porcentuais são de 34% e 36%, respectivamente.
Entre os eleitores que recebem menos de dois salários mínimos, Lula tem 47%, e Flávio, 24%. Na faixa de renda superior a cinco salários mínimos, o senador registra 40%, ante 34% do presidente.
Lula também alcança 44% entre os católicos, grupo no qual Flávio tem 28%. Entre os evangélicos, o senador registra 40%, e o petista, 31%.
A avaliação negativa do governo do presidente Lula subiu de 36,2% em agosto para 39,4% em setembro, segundo pesquisa CNT/MDA. A avaliação positiva oscilou de 35,3% para 33,8%, enquanto a regular saiu de 27,3% para 25,4%.
Entre os entrevistados, 30,9% consideram o governo péssimo e 8,5%, ruim. Outros 20,6% avaliam a gestão como boa, e 13,2%, como ótima. Os que não souberam ou não responderam representam 1,3%.
A avaliação positiva chega a 49% entre os eleitores que estudaram até o ensino fundamental e a 47% no Nordeste. Também supera a negativa entre os que recebem menos de dois salários mínimos, por 39% a 32%, e entre os eleitores com 60 anos ou mais, por 42% a 33%.
A avaliação negativa alcança 55% entre os entrevistados com ensino superior, 50% entre os que recebem mais de cinco salários mínimos e 48% entre os evangélicos. O índice é de 46% no Norte e Centro-Oeste e de 45% no Sul.
Entre as mulheres, as avaliações positiva e negativa estão numericamente empatadas, com 35% cada. Entre os homens, 45% consideram o governo ruim ou péssimo, e 32%, ótimo ou bom.
A CNT/MDA comparou os resultados de pesquisas realizadas por volta de três anos e nove meses após o início de cada mandato. No mesmo período do governo de Jair Bolsonaro (PL), em setembro de 2022, a avaliação negativa era de 43%, e a positiva, de 31%.
Os índices atuais, porém, estão distantes dos registrados nos dois primeiros mandatos de Lula. Em agosto de 2006, a avaliação positiva era de 44%, e a negativa, de 16%. Em setembro de 2010, os porcentuais eram de 78% e 4%, respectivamente.
Ao serem questionados sobre o desempenho pessoal de Lula, 49,7% afirmaram que desaprovam o trabalho do presidente, enquanto 45,9% disseram que aprovam. Os dois porcentuais configuram empate técnico. Outros 4,4% não souberam ou não responderam.
Na rodada anterior, a desaprovação era de 48,2%, e a aprovação, de 47,3%. As variações ocorreram dentro da margem de erro. A aprovação de Lula chega a 62% no Nordeste, 61% entre os eleitores com ensino fundamental, 54% entre aqueles com 60 anos ou mais e 53% entre os que recebem menos de dois salários mínimos.
A desaprovação alcança 63% entre os entrevistados com ensino superior, 61% na faixa de renda superior a cinco salários mínimos e 60% entre os evangélicos. O índice é de 56% no Sudeste e no Norte e Centro-Oeste e de 55% entre os homens.
Com informações do Estadão






