
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, gravou nesta quarta-feira (19) peças para a propaganda eleitoral nas ruas de Brasília e no comitê de campanha. A estratégia da equipe aposta na imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro, reutilizando materiais audiovisuais das disputas de 2018 e 2022.
No quartel-general da campanha, o comando afirma que não teme eventuais contestações jurídicas de adversários no Tribunal Superior Eleitoral. A coordenação sustenta que, no pleito de 2018, o então candidato petista Fernando Haddad adotou procedimento idêntico com a imagem de Luiz Inácio Lula da Silva, que estava preso na ocasião e impedido de disputar a Presidência.
Aliança com Michelle e busca pelo centro
Outra definição do comando eleitoral coloca Michelle Bolsonaro em posição de destaque nas redes sociais e nos programas partidários. A participação da ex-primeira-dama foi acertada após meses de distanciamento, com o objetivo de fortalecer a candidatura e atrair os votos dos segmentos feminino e evangélico.
O tom das mensagens busca alcançar eleitores moderados de centro. Ao mesmo tempo, a coordenação manterá investidas contra os adversários a partir dos inquéritos conduzidos pela Polícia Federal que apuram suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Ele nega todas as acusações.
Investigação da PF e inteligência artificial
O uso de recursos de inteligência artificial durante a campanha, prática adotada na convenção partidária da legenda, ainda depende de aval da Justiça Eleitoral.
Paralelamente às gravações, a Polícia Federal abriu nesta quarta-feira uma investigação formal sobre o episódio da falsa filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão, registro que já foi revertido por decisão judicial.
Com informações da Band






