
A secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, afirmou nesta quinta-feira (13), em entrevista à Baiana FM, que o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, foi oficialmente questionado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) após divulgar a informação de que 700 pessoas teriam morrido enquanto aguardavam regulação no município. Segundo a secretária, o número não encontra respaldo nos sistemas oficiais de saúde utilizados pelo Estado.
Roberta afirmou que a Sesab encaminhou um ofício ao prefeito solicitando a apresentação da fonte, metodologia e documentação utilizadas para chegar ao número divulgado. Durante a entrevista, ela desafiou José Ronaldo a apresentar os dados e defendeu que o debate sobre a regulação deve ser baseado em informações oficiais.
“Eu estou desafiando o prefeito: apresente os dados. Tenha responsabilidade. A gente está falando de dados oficiais, os dados oficiais não confirmam esse dado”, afirmou Roberta.
A secretária disse ainda que críticas ao sistema de regulação são legítimas quando apresentadas de forma construtiva e podem contribuir para o aprimoramento do atendimento à população. No entanto, criticou o uso de números que, segundo ela, não podem ser comprovados.
“Eu não tenho problema de receber crítica da regulação. O que for construtivo, a gente vai sentar e trabalhar para melhorar. Agora, o que eu não aceito é discurso esvaziado e usar número para fazer política”, declarou.
Durante a entrevista, Roberta Santana também questionou a atuação da Prefeitura de Feira de Santana na área da saúde e destacou a ausência de um hospital municipal. Segundo ela, apesar de José Ronaldo estar há cerca de duas décadas à frente do município, a cidade ainda depende da rede estadual para as internações de pacientes encaminhados pela regulação.
A secretária afirmou que 17 mil pessoas foram reguladas em Feira de Santana em 2025 e que, segundo os dados apresentados por ela, os pacientes foram encaminhados para unidades da rede estadual.
“Um ano e meio não, a vida toda da gestão dele, 20 anos governando e nunca fez um hospital. 17 mil pessoas foram reguladas em 2025 em Feira de Santana, 100% para os hospitais estaduais, porque Feira de Santana não tem um hospital para internar um paciente”, afirmou.
Roberta também citou o projeto de construção de um hospital oncológico como exemplo de investimento da gestão estadual. Segundo ela, após o recebimento do projeto, o governo estadual assinou o convênio em três meses e a obra está em andamento. A secretária encerrou as críticas afirmando que o debate sobre saúde pública deve ser sustentado por dados e ações concretas.






