
A primeira apresentação de Alcymar Monteiro no São Pedro de Jaíba, na noite desta sexta-feira (3), começou com uma homenagem especial à cultura feirense. Antes de embalar o público com os grandes clássicos do forró nordestino, o cantor abriu o espetáculo ao som de Cometa Mambembe, composição do saudoso artista feirense Carlos Pitta, arrancando aplausos e emocionando quem acompanhava a festa.
O gesto foi recebido como um tributo a um dos mais importantes nomes da música produzida em Feira de Santana. Ao escolher a canção para abrir o show, Alcymar reforçou o reconhecimento à contribuição de Carlos Pitta para a cultura baiana e nordestina.
Considerado um dos maiores representantes do forró tradicional no Brasil, Alcymar Monteiro levou ao palco um repertório repleto de sucessos que marcaram gerações, transformando a Praça da Matriz de Jaíba em um grande salão de forró. Durante a apresentação, o artista também defendeu a preservação das tradições culturais diante das transformações da música brasileira.

“O novo sempre vem e ninguém pode impedir isso. Mas é preciso que ele venha para construir. A música boa permanece, é atemporal. Cultura é subir em um palco como esse, cantar coisas boas e alegrar as pessoas. Nosso forró reúne famílias, crianças e pessoas de todas as idades em um ambiente de paz”, afirmou.
Alcymar também destacou o carinho especial que mantém por Feira de Santana, cidade que, segundo ele, ocupa um lugar importante em sua trajetória artística.
“Feira de Santana é uma das cidades mais importantes do Brasil para mim. Sempre fazemos daqui nosso ponto de apoio e é uma felicidade voltar para cantar nesta terra.”
A apresentação foi um dos momentos mais aguardados da primeira noite do São Pedro de Jaíba, que integra a programação do Arraiá de Feira 2026. O público acompanhou o show cantando junto grandes sucessos do artista e celebrando o autêntico forró nordestino em um ambiente marcado pela tranquilidade, pela presença das famílias e pela valorização da cultura popular.
A homenagem a Carlos Pitta deu um significado ainda mais especial à noite, unindo dois importantes nomes da música nordestina em uma celebração às raízes culturais de Feira de Santana e do Nordeste.






