
O deputado estadual Ângelo Almeida anunciou sua saída do PSB e o retorno ao PT, partido onde iniciou sua trajetória política, com foco na disputa das eleições de 2026. A declaração foi feita em entrevista concedida ao programa Bom Dia Feira, na rádio Princesa FM, onde o parlamentar detalhou os motivos da mudança.
Durante a entrevista, Ângelo destacou que a decisão foi construída com base em uma análise estratégica do cenário eleitoral e na necessidade de manter viabilidade política. Ao relembrar sua formação, ele citou ensinamentos adquiridos ainda no início da carreira. “A política é a arte do possível”, afirmou, mencionando a influência do ex-deputado Albertino Carneiro, a quem considera uma de suas referências.
Segundo o deputado, a passagem pelo PSB ocorreu de forma natural, mas o retorno ao PT foi mais calculado diante das circunstâncias atuais. Ele explicou que o esvaziamento de quadros importantes dentro do PSB foi determinante para sua decisão, citando nomes como Fabíola Mansur, Soane Galvão, Marcelo Oliveira e Zé Alberto, que deixaram o partido e alteraram o cenário interno da sigla.
“Chegando no prazo final, a avaliação que nós fizemos é que, no PSB, eu estaria inviabilizado eleitoralmente”, afirmou. Ângelo lembrou ainda de experiências passadas, como a eleição de 2004, quando disputou uma vaga de vereador em Feira de Santana e ficou próximo de atingir o quociente eleitoral após mudanças na composição da chapa.
Diante desse histórico, o parlamentar afirmou que não poderia correr novos riscos. “Entre disputar zero vagas ou uma vaga, que era a chance que o PSB teria para mim, eu precisei mudar o curso”, disse, comparando sua trajetória ao movimento de um rio que, por vezes, precisa alterar seu caminho.
O retorno ao PT, segundo Ângelo Almeida, representa não apenas uma estratégia eleitoral, mas também um reencontro com suas origens políticas. “Nada melhor do que voltar para minha casa, a casa que me acolheu e onde tive meu primeiro mandato. Foi minha escola”, destacou.
O deputado classificou a decisão como pragmática, mas necessária para garantir sua continuidade na vida pública. “Foi uma atitude política pragmática, sim, mas para manter-se vivo”, concluiu.





