PF e CGU deflagram operação em combate a fraude licitatória na Prefeitura de Lauro de Freitas

Reginaldo JúniorCapa 2026Bahia1 mês atrás54 Pontos de vista

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (17/03), em parceria com a Controladoria Geral da União – CGU, a OPERAÇÃO NOTA DE CONCEITO que apura a ocorrência de fraude licitatória e desvio de recursos públicos em contratação de empresa especializada no fornecimento de solução integrada para o ensino fundamental na modalidade à distância, incluindo o fornecimento de 21.300 tablets, destinados à rede municipal de educação, de responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação – SEMED da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas/BA.

Os fatos mantêm relação com o Contrato nº 219/2020, assinado em 21/12/2020, com prazo original de quatro meses, porém prorrogado e executado até 21/08/2022.  

As investigações demonstram que o processo de licitação foi estruturado de forma a impedir a livre concorrência – em evidente direcionamento da licitação em favor da empresa vencedora – como também a inclusão indevida de tablets, tudo com o fim de majorar a compra dos equipamentos eletrônicos, mediante preços superiores aos de mercado à época.

Apurou-se ainda que o certame foi instruído com documentos falsos em todas as suas etapas assim como na própria execução contratual, tendo-se identificado que o próprio termo aditivo foi assinado com valor absolutamente infundado a partir de novas cotações de preços fraudadas.

Restou descortinado nas investigações que não obstante a empresa vencedora do certame seja sediada em Salvador/BA, que a execução dos serviços foi feita por empresa diversa, com sede no Estado de Santa Catarina, tendo o município de Lauro de Freitas pago para a empresa vencedora o valor aproximado de R$ 16,4 milhões, sugerindo indevido superfaturamento.

Na ação de hoje, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e de sequestro de bens (no montante de até R$ 26.507.978,15 por envolvido), nas cidades de Lauro de Freitas (2) e Salvador (4), expedidos pela Justiça Federal de Salvador/BA, com a participação de 25 policiais federais e membros da Controladora Geral da União. 

Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude em licitação, peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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