De Rodelas para o mundo: a trajetória de Wagner Moura celebrada após vitória no Globo de Ouro

Reginaldo JúniorDestaquesBahia3 meses atrás52 Pontos de vista

O talento baiano voltou a brilhar no cenário internacional. O ator Wagner Moura celebrou uma grande vitória no Globo de Ouro, ao ter o filme “O Agente Secreto” reconhecido entre as grandes produções do cinema mundial, reforçando a força do audiovisual brasileiro fora do país. A conquista reacendeu o orgulho não apenas da Bahia, mas especialmente de Rodelas, cidade às margens do São Francisco onde o ator deu seus primeiros passos na arte.

Durante o programa Bom Dia Feira, apresentado por Dilson Barbosa, a história de Wagner Moura foi relembrada a partir do depoimento emocionante de Rangel Amaral, integrante e fundador do grupo de teatro Gutter Chaplin, responsável por introduzir o ator no universo da dramaturgia ainda na juventude.

Segundo Rangel, o grupo foi criado em 1987, na antiga Rodelas hoje conhecida como Velha Rodelas, inspirado na dramaturga rodelense Castorina Soares de Oliveira. Foi nesse ambiente cultural que Wagner Moura passou a se destacar desde cedo.

“Ele sempre brilhou. Era uma criança inteligente, esperta, e já fazia parte do Gutter Chaplin quando participou de um documentário gravado na época da inundação da cidade, por conta da barragem de Sobradinho”, relembrou.

Rangel destacou ainda que Wagner nunca negou suas origens. Mesmo após alcançar projeção nacional e internacional, o ator sempre fez questão de citar Rodelas como território fundamental em sua formação humana e artística. “Ele é um diamante que foi lapidado com muita luta, fé e coragem. Hoje, brilha para o mundo inteiro”, afirmou, resumindo o sentimento da cidade após a vitória no Globo de Ouro.

Embora Wagner Moura não mantenha contato frequente com antigos colegas do grupo teatral, Rangel contou que o vínculo com a família permanece vivo. Parte dos familiares ainda reside em Rodelas, incluindo a tia Ieda e outros parentes, enquanto a mãe, dona Alderiva, mora em Salvador.

O grupo Gutter Chaplin, homenagem ao eterno Charles Chaplin, segue em atividade até hoje, mantendo viva a chama do teatro que revelou um dos maiores atores brasileiros de todos os tempos. Para Rangel e para Rodelas, o momento é de celebração e esperança.

 “O mundo está em festa. Rodelas também. E seguimos na torcida: que venha o Oscar!”, concluiu.

A história de Wagner Moura reforça o poder transformador da cultura e do teatro popular, mostrando que, assim como em Feira de Santana e em tantas outras cidades do interior, pequenos grupos artísticos podem revelar talentos capazes de conquistar o mundo.

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