
As imagens de satélites do Planet, processadas pelo Laboratório Lápis, mostram a destruição causada pelo tornado que devastou o município de Rio Bonito do Iguaçu (PR), na última sexta-feira, dia 07 de novembro.
Você pode comparar as imagens do dia 06 de novembro, antes da passagem do tornado, com uma imagem atualizada no dia 09 de novembro, após sua passagem.
De acordo com a análise das imagens de satélites, feita pelo Lápis, a tempestade que atingiu o município ao oeste do Paraná, gerou um tornado que devastou mais de 80% das residências e prédios comerciais. Fileiras de casas foram arrasadas, algumas arrancadas de suas fundações pelo tornado.
O tornado atingiu o terceiro nível mais alto na escala de danos de tornados Fujita (EF-3). Com ventos de até 250 km\h, foi o mais forte no Brasil, nas últimas décadas. Seus impactos provocaram 05 mortes e dezenas de feridos. Bairros bem cuidados, com casas modestas, foram transformados em montes irreconhecíveis de madeira, metal e entulho, com árvores arrancadas pela raiz. Veículos foram capotados como carrinhos de brinquedo.


O tornado mostrou como pode ser difícil prever esse tipo de fenômeno. Os moradores não receberam alerta ou aviso antes da sua chegada. Mas por que é tão difícil prever eventos climáticos extremos?
Prever o tempo normal já é bastante difícil, mas os tornados são particularmente imprevisíveis. Por serem eventos tão específicos e localizados, são extremamente sensíveis às condições iniciais. Embora o tornado geralmente surja de “supercélulas” – tempestades que contêm grande coluna de ar em rotação – menos de 30% delas resultam nesse fenômeno. E não há uma maneira fácil de prever quais resultarão ou não.
A imprevisibilidade inerente aos tornados significa que previsões mais precisas ainda podem estar limitadas a algumas horas. Mas, em uma situação em que cada minuto conta, isso pode fazer toda a diferença.





