Transporte irregular de combustível representa riscos à saúde e a segurança da população

A paralisação dos caminhoneiros entra neste sábado (26) no sexto dia de greve em todo o Brasil. A situação tem causado impactos na produção de vários setores do país.

Foto: WhatsApp

Caminhões que transportam combustíveis de forma irregular, como, o botijão de gás, pode causar riscos à segurança da população, podendo ocasionar até na apreensão do veículo. Para a logística deste tipo de material, o carro deve apresentar licença para a carga. Em função da paralisação dos caminhoneiros, muitas pessoas estão estocando a gasolina por contra própria em galões de plástico. O diretor da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMAM), Sérgio Aras, explica se a prática é ou não correta.

“A Secretária está verificando que os indivíduos estão fazendo o uso de embalagem inadequada em carros impróprios em função da greve nacional dos caminhoneiros. Os recipientes que contiveram produtos químicos tóxicos, corrosíveis, cancerígenos, inflamáveis e com alto teor de agressividade não podem ser reutilizados e devem ser retornados ao fabricante para a destinação final adequada. No momento em que o indivíduo faz uso deste recipiente, a embalagem pode ser diluída oferecendo perigo à pessoa que está transportando”, alerta.

Sérgio chama atenção também para que os motoristas cumpram as normas de segurança para não prejudicarem, tanto a vida do cidadão com a contaminação, quanto o tanque do carro. Para o armazenamento do diesel ou gasolina, os postos de combustíveis vendem o recipiente com o selo de qualidade do INMETRO.

A paralisação dos caminhoneiros entra neste sábado (26) no sexto dia de greve em todo o Brasil. A situação tem causado impactos na produção de vários setores do país, a exemplo da distribuição do gás de cozinha. Em Feira de Santana, o gerente de um depósito de botijão, Paulo Martinho, explica como a mobilização têm afetado o seu negócio.

“O segmento de gás depende muito dos caminhões. Nenhum caminhão tem chegado carregado à base. Também dentro da cidade, os veículos permanecem parados, e o estoque de gás já acabou. Nesta situação, não tem outra estratégia, a não ser esperar pela chegada destes caminhões”, disse o gerente.

Martinho afirmou ainda que após a normalização da situação, os botijões não sofreram alteração de preço. O desabastecimento também tem gerado falta de produtos essenciais para o consumos das familias feirenses. Por outro lado, não há a expectativa do aumento de preços dos diversos produtos impedidos de chegarem aos distribuidores após os protestos da categoria.

 

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