Alunos do Colégio Estadual encerram semestre sem livros e fardamento suficiente

O repasse deverá ser feito pelo Governo Federal. A distribuição dos livros é feita diretamente pelo MEC.

Foto: Joaquim Neto

O final do semestre letivo no Colégio Estadual Luiz Viana em Feira de Santana está terminando no próximo mês, e até o momento, os alunos ainda não receberam parte dos livros e fardamento. A reportagem do Bom Dia Feira procurou o diretor da escola que relatou a falta dos materiais nos primeiros meses deste ano.

O diretor Eduardo Brito, no bairro da Cidade Nova, em Feira, afirma que o Ministério de Educação (MEC) faz a distribuição anual dos livros com base nos dados dos estudantes matriculados na rede no ano anterior. Com isso, o MEC não encaminhou a quantidade suficiente para suprir a demanda da escola, em 2018. Os pais dos discentes tem se queixado da insuficiência didática dos seus filhos.

Mas, a situação é relativizada com o recebimento excedente de livros em algumas disciplinas curriculares. Segundo Eduardo, o aporte físico não é a única ferramenta que os professores podem utilizar para ministrar as aulas, o docente pode se valer de outros instrumentos para lecionar. “Hoje se tem a internet”, contou ao Bom Dia Feira.

Nesta instituição, os estudantes fazem a devolução do livro ao final do ano letivo para ser reaproveitado no ano subsequente por novos alunos, de acordo com a validade exigida pelo Ministério da Educação, revelou o responsável pela instituição de ensino que sofre com repasse do material do Governo Federal.

A falta de fardamento é outra realidade agravante no colégio. Com isso, os pais dos alunos estão se organizando para confeccionar as camisas da farda por contra própria. Os estudantes do 3º ano do ensino médio passarão a utilizar camisas personalizadas respeitando a logomarca da escola. A unidade revela que o Governo do Estado da Bahia está tramitando o processo licitatório para solucionar a questão.

“Quanto ao fardamento escolar, o Estado concluiu a licitação para contratação da empresa que fornecerá as camisas, mas devido a uma contestação impetrada por uma empresa desclassificada, nós aguardamos a decisão judicial para a aquisição e distribuição do novo fardamento escolar. O Governo deu autonomia à Escola para agilizar o processo e solicitar os uniformes por contra própria. Enquanto isso, os alunos tem se organizado para confeccionar as suas camisas”, explicou.

Informações do repórter Joaquim Neto

 

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