Embasa desativa 'gato' de água em prédio no centro de Feira de Santana

O imóvel da vez foi um prédio, que de acordo com a fornecedora de água, era para estar com o serviço cortado.

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A Embasa desativou na manhã desta quarta-feira (6), mais ‘gato’ (ligação clandestina de água), em uma construção localizada na Rua Castro Alves, no Centro de Feira de Santana. O imóvel da vez foi um prédio, que de acordo com a fornecedora de água,  era para estar com o serviço cortado. Porém, foi descoberta um ligação que seguia para dentro do local chegava a uma torneira que abastecia a obra. 

O gerente comercial da Embasa, Lucas Araújo, conta que a Embasa descobriu a fraude após uma pessoa ter anunciado anonimamente através 0800 055 5195. De acordo com ele, em cima do ‘gato’, foi construído uma calçada com pedra articulada, para que não fosse descoberta a fraude.

“Estamos agora retirando todo o pavimento para remover essa fraude, para então, caracterizar e multar o responsável do prédio. Havia uma torneira no passeio e outras pessoas também estavam utilizando essa água. O vamos abrir uma queixa na polícia, para investigar”, conta. 

O responsável pela ligação clandestina de água pode pegar de um a quatro anos de prisão.  Desde 1940, com a sanção da Lei nº 2848, furtar água é crime previsto no Código Penal Brasileiro. Além disso, a Embasa pode vai notificar esse consumidor e aplicar uma multa que pode chegar a R$ 10 mil.

Ainda segundo Lucas Araújo, gerente comercial da Embasa,  em 2017 a empresa já identificou 1.030 ligações clandestinas em Feira de Santana, com 120 milhões de litros de água furtados, o que daria para abastecer uma cidade como Santo Estevão, que tem 60 mil habitantes.“O furto acontece bastante em Feira de Santana, principalmente nos bairros mais carentes. E a empresa estima que esse ano a Embasa já teve 586 mil reais em prejuízos de água furtada, que a Embasa não faturou”.

É de extrema importância que a população denuncie casos de desvio de água como este. Lucas ainda afirma que pessoa que faz uma fraude não tem técnica para mexer nas redes e pode contaminar a água. “O vizinho pode ficar desabastecido, porque quem furta não se preocupa com o consumo. Então a população sofre bastante com isso e é injusto com quem paga a água”, completa.


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