Presidente de fundação, afirma que Shopping Popular será entregue em 2018

De acordo com o presidente, o novo centro comercial de Feira de Santana terá 4 escadas rolantes, 8 elevadores e 600 vagas para estacionamento.

Foto: Tamires Ribeiro | Bom Dia Feira

Na coletiva de imprensa que aconteceu nesta quarta-feira (6), no auditório da CDL, o presidente do Grupo UAI e da Fundação Doimo, Elias Tergilene Pinto Júnior, responsável pela idealização do Shopping Popular de Feira de Santana, pronunciou-se a respeito da estrutura do novo empreendimento da cidade, que terá o seu local no atual Centro de Abastecimento. Na oportunidade, Elias explicou as obras do centro comercial e fez uma apresentação sobre o impacto no desenvolvimento social, cultural e econômico do empreendimento na cidade.

De acordo com o presidente, o novo centro comercial de Feira de Santana terá 4 escadas rolantes, 8 elevadores e 600 vagas para estacionamento. Com uma capacidade de receber 1.800 ambulantes que estão espalhados pelas ruas do centro da cidade atualmente, tendo mais 400 espaços distribuídos entre para bancos, lotéricas, praça de alimentação e pequenos empreendedores que posteriormente possam se sentir interessados em obter o seu Box. Os cadastros para obtenção dos boxes são realizados pela Prefeitura.

Além de comércios, praça de alimentação, estacionamento, bancos e lotéricas, o presidente Elias Tergilene ainda conta que o Shopping popular possuirá local para shows – que será no estacionamento do centro comercial, resgatando a cultura local –, creches em tempo integral para mulheres empreendedoras que não possuem um lugar para deixar os seus filhos e um auditório que funcionará com palestras para capacitação de funcionários, e também, como cinema de baixo custo para crianças. A expectativa é que o Shopping Popular seja entregue em Setembro de 2018, mas que alguma parte possa ser entregue antes.

“É um projeto que mobiliza toda a cidade e que é muito mais amplo do que uma simples obra. Tudo está sendo acompanhado e eu convido toda a imprensa e a população de Feira de Santana a visitarem a obra, opinar como deve ser e dar sugestões para que tudo saia de acordo com a expectativa de toda a cidade”, afirma. Na oportunidade, Elias Tergilene ainda esclareceu algumas questões polêmicas que envolveram as obras. “A Deric, empresa que nós contratamos para a realização das obras, tinha toda condição de realizar a mesma, porém, a empresa se atrapalhou financeiramente e começou a não pagar os funcionários que estavam trabalhando nessas obras, assim como também os terceirizados; restaurante no qual os operários das obras faziam suas refeições, farmácias e outros. Eu cortei essa empresa, assumi toda a dívida dela para com essas pessoas e estou pagando na Justiça todos os envolvidos, tudo está resolvido e sanado”, ressalta. “Por esse motivo, o Ministério do Trabalho compareceu no local e fez algumas observações. Inclusive, gostaria de agradecer ao Ministério do Trabalho e quero tê-lo como parceiro por que segurança na obra é de suma importância”, afirma.



O presidente Grupo UAI e da Fundação Doimo ainda conta que, por negligência da desta mesma empresa citada, as obras do Shopping Popular estiveram paradas por cerca de dois dias para que fosse feito uma readequação da mesma. “Quando nós começarmos a construir o setor cinco e seis, será preciso fazer outra parada, porque a nossa preocupação é fazer uma obra com segurança e que não atrapalhe a central de abastecimento, então o Ministério do Trabalho tem que, de fato, está presente com a gente”, explica.

Após alguns trabalhadores reclamarem da falta de condições de trabalho na obra do centro comercial popular, Elias Tergilene afirma que esse fato não é verdade. “Não são muitos que alegam, os funcionários da Deric que trabalham no local são 15, todos estão trabalhando diretamente para nós. O que foi colocado é que seria necessário, por lei, a existência de uma mesa de refeição, nós colocamos, mas os funcionários continuam almoçando, por escolha própria, no restaurante que nós pagamos para os mesmos almoçarem. Está tudo sendo solucionado e nós vamos fazer o que é melhor para os funcionários”, conta.

Perguntado sobre qual a garantia de que todos os funcionários da empreiteira receberão seus pagamentos, o presidente afirma que a lei é a garantia disso. “O Ministério do Trabalho está aí e eu estou aqui, a empreiteira está se negando a dar uma autorização para que eu possa pagar diretamente aos funcionários, ela quer que o pagamento seja feito a ela, mas a mesma eu não pagarei. Se eu pagar, ele vai embora e não paga os funcionários, pagarei diretamente aos funcionários, a lei garante isso a eles. O dinheiro, 80 mil reais, está depositado no banco e junto com o Ministério da Saúde, efetuaremos o pagamento de todos”, ressalta.

Perguntado sobre a importância econômica que o Shopping Popular de Feira de Santana terá para a sua Fundação Doimo e a sua empresa Grupo UAI, o presidente Elias Tergilene afirma que esse centro comercial é apenas mais um, no qual foi investido 40 milhões de reais. “A real importância é sobre gerar emprego para a população. Economicamente é mais uma despesa para a fundação, que esperamos recuperar (esse dinheiro) nos próximos 35 anos. Nós não trabalhamos somente com balanço financeiro, temos que olhar o balanço financeiro e, sobretudo, o balanço social”, completa.

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