Clássica banda de rock sobe ao palco após 20 anos

Para a 7ª edição do Feira Noise Festival, um show especial da banda Belzeblues promete muito "bang bang" na city, no sábado (25)

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Vinte anos é o tempo e se formar uma geração. Em duas décadas uma série eventos muda o mundo, a forma de ver e se relacionar com os fatos. Novos valores surgem no lugar dos que ficaram para trás. Há 20 anos uma jovem banda formada em Feira de Santana se despedia dos palcos da cena independente de Feira de Santana, que nessa época já se mostrava resistente e cheia de fúria. O Belzeblues, grupo de rock feirense da década de 90, cessou o tiroteio, mas para a 7ª edição do Feira Noise Festival, um show especial da banda promete muito “bang bang” na city, no sábado (25).

Formada por Duda Brandão (vocal), Renato Miranda e Kléber Monteiro (guitarra), Isac Afonso (baixo) e Paulo de Tarso (bateria), a banda foi formada em 1994, com a proposta de unir o rock visceral e enérgico com o blues. Um dos fundadores da banda, Paulo de Tarso, em entrevista ao jornal FOLHA DO ESTADO, comentou sobre este show especial, que marca o reencontro da formação clássica da banda. “Esse reencontro era planejado desde 2015, quando idealizamos regravar o nosso único álbum o “Bang Bang na City” de 1995 e gravar uma série de músicas que faziam parte do repertório, são conhecidas na cena rock da cidade, mas que nunca foram gravadas pela banda”, disse.

Um dos motivos para a ideia demorar de sair do papel é que em 20 anos, muita coisa mudou para os integrantes da banda, inclusive o endereço. “Da banda apenas eu e Duda estamos morando em Feira, Kléber Monteiro mora em Santa Bárbara, Isac Afonso em Amargosa, Renato Miranda em Barreiras. Tivemos que utilizar de diversas estratégias para viabilizar a apresentação”, explicou Paulo de Tarso, sobre o show batizado “O tiroteio continua”, que surgiu de um convite da produção do Feira Noise.

Para Paulo de Tarso a expectativa é de um show com muitas surpresas. O integrante e fundador da banda não descarta uma volta definitiva do grupo. “Tudo vai depender do que acontecer, da receptividade. Sinto a necessidade de disponibilizar os dois álbuns para que um número maior de pessoas tenha acesso ao trabalho”, especulou. Mesmo com o fim da Belzeblues, em 1997, a estrada pavimentada pela banda serviu de caminho para vários nomes que ainda percorrem as traçadas linhas da cena independente feirense, como o Clube de Patifes por exemplo.

“Fundei com Kléber Monteiro e Isac Afonso o Clube de Patifes, isso em 1998, levamos para o repertório da banda alguns clássicos da Belzeblues (Barfly, Coração Gelado) e o principal, o formato de construir nossas músicas e gerenciar nossa carreira. A Belzeblues reeditou a forma de fazer música independente na cidade”, resumiu. “Esperem um show bastante enérgico de uma banda clássica de rock'n'roll, sem firulas, sem subterfúgio. Baixo, guitarras e bateria quase num transe chegando ao colapso, poesias ácidas e inteligentes, cantadas sempre uma oitava acima”, descreveu Paulo de Tarso.

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