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24 de Novembro de 2017
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13/11/2017 às 08:10:24
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A operação Fraterno da Polícia Federal que incidiu sobre o prefeito de Eunápolis (Roberto Oliveira), a mulher dele Cláudia Oliveira (prefeita de Porto Seguro) e o cunhado, Agnelo Santos (prefeito de Cabrália), todas no sul da Bahia e vizinhas territorialmente, foi uma demonstração de como uma família com tanto poder pode ser prejudicial à administração pública e à política brasileira.

As denúncias de corrupção que deflagraram a operação da Polícia Federal é mais uma que envolve cumplicidade familiar lesiva ao erário público que não se enquadra no vício danoso que é o nepotismo.

Esse vício é bem pior porque é o de parentes eleitos para cargos no executivo (marido, mulher e cunhado) em municípios vizinhos em que a família com a chave do cofre, o diário oficial a caneta na mão não vêem limites do que é público e do que é privado. Essa prática precisa de um marco regulatório que a proíba, tanto quanto o nepotismo. 

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