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Bahia
Agricultura baiana atinge produção R$ 15,7 bilhões, diz pesquisa da SEI

13/10/2017 às 22:49:04
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Agricultura baiana atinge produção R$ 15,7 bilhões, diz pesquisa da SEI

Com base nas informações da Pesquisa Agrícola Municipal, analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o valor da produção agrícola baiana foi estimado em R$ 15,7 bilhões no ano de 2016, numa área colhida total de 4,3 milhões de hectares. A subdivisão entre lavouras permanentes e temporárias mostra que estas últimas somam quase 60% do valor da produção e 70% da área colhida. Em relação às lavouras permanentes, destaca-se o papel da fruticultura, que elevou a Bahia ao status de segundo maior produtor nacional, atrás de São Paulo e superando Minas Gerais. A Pesquisa Agrícola Municipal é realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Em 2015, a safra baiana havia gerado um valor da ordem de R$ 17,2 bilhões, em cerca de 4,9 milhões de hectares colhidos. Nesse ano, o Estado manteve a sétima posição no ranking da produção nacional, tendo participação de 6,4% em todo valor produzido pela agricultura nacional. Em 2016, a Bahia permaneceu como sétimo maior produtor, porém a participação no conjunto da safra nacional caiu para 4,9%.


“É preciso destacar que o ano safra de 2016 foi marcado pelo fenômeno meteorológico do El Niño, que provocou uma forte escassez e irregularidades na distribuição das chuvas em regiões produtoras do país, especialmente no Nordeste e na Bahia. A severa estiagem provocou a quebra de safra de diversas lavouras, que redundou entre outros efeitos na redução em 10,2% da área colhida e em 5,1% do valor da produção entre 2015 e 2016”, analisa Pedro Marques, Economista da SEI.


Dentre os itens pesquisados, a soja permaneceu como o principal produto da lavoura baiana, apresentando o maior valor de produção em termos absolutos (R$ 3,5 bilhões) assim como maior participação relativa (22,3%), no período. Os maiores produtores da oleaginosa foram os municípios de Formosa do Rio Preto (R$ 855,5 milhões), São Desiderio (R$ 832,2 milhões), Correntina (R$ 492,1 milhões), Barreiras (R$ 416,1 milhões) e Luis Eduardo Magalhães (R$ 343 milhões). Esses municípios foram responsáveis por cerca de 84,4% da produção de soja do Estado, essencialmente concentrada na região do Extremo Oeste.

Folha do Estado

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