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17 de outubro de 2017
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Creche será reaberta em 80 dias e deve receber nome da 'professora heroína', diz prefeito de Janaúba

08/10/17 às 21:18
A queda do forro de PVC, que derreteu com o incêndio, teria sido a principal causa das lesões sofridas pelas vítimas do ataque, segundo análise inicial da Perícia
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Creche será reaberta em 80 dias e deve receber nome da 'professora heroína', diz prefeito de Janaúba
© Tiago Queiroz/Estadão

JANAÚBA - A prefeitura de Janaúba, cidade da tragédia na creche Gente inocente, promete reinaugurar em até 80 dias a unidade de ensino, que deve ganhar o nome da professora Heley de Abreu, morta no incêndio. Em entrevista ao Estado, na tarde deste domingo, 8, o prefeito Carlos Isaildon Mendes (PSDB) afirmou que um grupo de empresários da região vai assumir a reforma. A professora, que lutou contra o vigilante Damião Soares dos Santos, responsável pelo incêndio, e evitou a morte de mais crianças, também foi homenageada neste domingo com a Ordem Nacional do Mérito, concedida pelo presidente Michel Temer.

No sábado, o prefeito esteve reunido com representantes da Polícia Civil, secretários do município, engenheiros e arquitetos de Janaúba e de Montes Claros, principal cidade da região norte de Minas, para discutir o destino da creche. "Os empresários vão assumir todo o custo da reforma da creche, descaracterizando todo o ambiente que aquelas crianças presenciaram", afirmou.

Os técnicos realizaram medições no imóvel, que foi vistoriado e fotografado para elaboração do projeto de reforma, que deve ser entregue na próxima sexta-feira, 13. "Só saberemos exatamente o que vai ocorrer com o prédio após a entrega do projeto arquitetônico" disse Mendes. "O compromisso da Prefeitura com os empresários é entegar limpo – e não demolido. A previsão é que no máximo em 80 dias, a creche seja inaugurada no mesmo local."

Segundo o prefeito, a sugestão levantada na reunião é que a unidade de ensino passe a se chamar "Gente Inocente – Heley de Abreu". A professora de 43 anos é considerada uma "heroína" na cidade. De acordo com testemunhas, Heley tentava socorrer as crianças em meio ao incêndio quando percebeu que o vigilante estava retornando ao local, com mais combustível e um palito de fósforo nas mãos. Ela tentou impedir o criminoso e os dois chegaram a entrar em luta corporal.

A perícia da Polícia Civil no imóvel deve ser concluida na terça-feira, 10, segundo o prefeito. O Estado teve acesso ao interior da creche e constatou o estrago provocado pelo fogo, que atingiu as três salas e o salão principal da unidade. Das hélices dos ventiladores, por exemplo, sobraram apenas um fio de plástico, derretido.

A queda do forro de PVC, que derreteu com o incêndio, teria sido a principal causa das lesões sofridas pelas vítimas do ataque, segundo análise inicial da Perícia. Apesar de ter sido inaugurado há 17 anos, a unidade de ensino, que abrigava até bebês do berçário, não era equipada por extintores e nem tinha alvará dos Bombeiros.

Todos os cômodos da creche, que têm 200 metros quadrados, foram incinerados. De PVC, o forro do salão principal praticamente desapareceu, restante apenas partes retorcidas pelo chão.

Estadão

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