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Beelzebufo: o sapo-boi de 68 milhões de anos que comia dinossauros

24/09/17 às 10:55
"Por conta de toda essa potência na mandíbula, Beelzebufo era capaz de predar dinossauros jovens com quem dividia seu ambiente”
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Beelzebufo: o sapo-boi de 68 milhões de anos que comia dinossauros
© Creative Commons

Foi analisando a mordida de sapos atuais que um grupo internacional de pesquisadores conseguiu cravar: a fama de poucos amigos do Beelzebufo é ainda maior do que se imaginava. Carinhosamente conhecida como “sapo do inferno”, a espécie vivia na região que atualmente corresponde à ilha de Madagascar, há 68 milhões de anos. Graças à sua mandíbula, tão potente quanto a de um lobo, o anfíbio botava medo em quem cruzasse seu caminho – e se alimentasse até mesmo de pequenos dinossauros.

O maior sapo que já passeou pela Terra, o primeiro de seu nome, entre outros títulos. Apesar das primeiras evidências da existência do Beelzebufo ampinga datarem de 1993, ele foi descrito mesmo só em 2008 – quando os cientistas juntaram fósseis suficientes para recriar seu esqueleto quase que por completo. A variedade é parente próxima do gênero ceratophrys, que abriga anfíbios da América do Sul conhecidos como “sapos pac-man – culpa, claro, da sua bocarra gigantesca.

Julgando apenas por suas dimensões, o sapo demoníaco já assusta: 40 cm e 4,5 kg, mais ou menos o tamanho de um cão de pequeno porte. Tendo esses dados em mãos, os cientistas testaram a potência das mandíbulas de espécies de sapo-boi que existem atualmente, para estimar o potencial devastador do extinto Beelzebufo.

O estudo mostrou que indivíduos pequenos, com cabeça de até 4,5 cm de comprimento, contam com uma força de mordida de 30 N (cerca de 3 kg). E esse valor aumenta de acordo com seu tamanho. Os sapos com cabeça de cerca de 10 cm, por exemplo, já mordiam com uma força de 500 N. “É como a pressão de ter 50 litros de água equilibrados na ponta de seu dedo”, explicou Kristopher Lappin, um dos autores do estudo, em comunicado.

A partir desses números, relações foram estabelecidas com a espécie primitiva. A força de mordida do sapo gigante, seguindo os mesmos cálculos, ficaria na casa dos 2200 N. Só para você ter uma ideia, receber um ataque do sapo do inferno doeria mais do que a mordida de um pit bull – estimada em “meros” 2000 N, ou 200 kg.

O potencial assassino do anfíbio, segundo os pesquisadores, seria mais parecido com o de alguns mamíferos carnívoros de respeito, como um tigre fêmea ou lobo. Ai de quem ousasse subestimar seu formato rechonchudo – ou duvidasse por um segundo que sapos podem ter dentes. Segundo Marc Jones, também coautor da descoberta, era normal que sobrasse até para os moradores mais ilustres da era Mesozoica. “Por conta de toda essa potência na mandíbula, Beelzebufo era capaz de predar dinossauros jovens com quem dividia seu ambiente”, conta.

A pesquisa foi publicada no jornal Scientific Reports.

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