Como a alimentação pode influenciar na defesa contra o vírus da gripe?

Vírus (do latim virus, "veneno" ou "toxina")

Foto: Pinterest

A população mundial, nacional e local no decorrer dos anos vem presenciando diversos tipos de infecção do vírus Influenza. O ciclo de vacina defende o organismo por 12 meses para aquela variação já detectada pelas pesquisas, que cria um tipo de imunidade chamada adquirida: faz o corpo criar células de defesa pela exposição da informação genética do vírus ao organismo, assim evitando contaminação.


O influenza precisa do corpo humano para realizar atividades metabólicas, ao se hospedar na célula começa a ganhar vida. A velocidade em que ele se reproduz vai depender exclusivamente do sistema imunológico humano, podemos denominar as células mais importantes desse exército de Linfócitos, que por sua vez são dividas em T e B. Como falei anteriormente no artigo sobre Epigenética as células se renovam o tempo todo, então o que estamos comendo hoje é o que vai formar o novo exército para combater as mutações que já existem e também as que ainda não foram descobertas ou formadas do Influenza.


Com um sistema imune forte os sintomas serão mais leves, a quantidade de pessoas em hospitais menores e uma menor mutação do vírus já que o mesmo precisa de uma defesa baixa para realizar as suas funções. Existem fatores que prejudicam a formação das células de defesa: Excesso de açúcares ; Sedentarismo ; Estresse ; Bebida alcoólica ; Deficiência de vitamina D e todos os outros nutrientes.

O Dr. Linus Pauling (Vencedor do Prêmio Nobel em 1954) descobriu que a vitamina C ajuda o corpo a combater o resfriado comum. E, nessa pesquisa, o Dr. Linus descobriu que o açúcar faz o inverso, ou seja, dificulta a cura do resfriado. A partir disso podemos afirmar que isso ocorre devido a uma redução na potência do sistema imune que precisa estar muito mais forte para a gripe do que para um resfriado. A fórmula da glicose que é o produto final do açúcar tem uma competição direta na absorção com nutrientes e micro nutrientes de fundamental importância para uma saudável e rápida resposta contra os invasores.


O sedentarismo, estresse e bebida alcoólica são da mesma família, quando o assunto é stress oxidativo. O primeiro não enfraquece diretamente o sistema de defesa do corpo humano, mas o segundo e o terceiro sim. Uma forma de diminuir o estresse, que causa desregulação na parte hormonal, metabólica, psicológica, imunológica e até digestiva, é praticando atividade física. De uma forma equilibrada e sem chegar a fadiga, deve-se procurar realizar exercícios para melhoria da saúde e qualidade de vida. Também deve-se evitar o consumo do álcool, pois a sua influência sobre o sistema nervoso central acaba causando problemas na formação de agentes de defesa, além de negativar o processo digestivo e renal.

Se observar a zona rural, onde um grande número de pessoas trabalham sobre o sol algumas doenças não conseguem se alastrar naquela população. A vitamina D é ativada pela luz solar e participa na formação da defesa natural do corpo, diminuindo o risco de infecções. Uma revisão publicada na The Lancet Diabetes & Endocrinology comprova que não adianta ficar suplementando vitamina D, já que o aproveitamento desse micronutriente é ativado quando o indivíduo se expõem ao sol por pelo menos 30 minutos diário.


Os alimentos mais benéficos para combater o Influenza são os vivos e com alto valor biológico. Aqueles que não vão para o aquecimento e vem da terra: frutas ; verduras ; ervas e folhas. Algumas receitas são divulgadas na cultura popular para a evitar a contaminação e também reduzir os efeitos da infecção, com toda certeza, em grande maioria dos casos, é de forte ajuda. Contudo, não devemos fixar em apenas 2, 3 ou 4 tipos de alimentos, visto que nosso corpo humano funciona em conjunto. Para ter um sistema imunológico turbo, deve-se preocupar com todos os nutrientes, micro nutrientes, hábitos de vida, palavra positivas e estar sempre em movimento.


Jayme Assunção

CRN: 11090/P 

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